# Qual é a diferença entre o hypervisor tipo 1 e 2?

Um hipervisor (também escrito como *hypervisor*), seja ele do tipo 1 ou do tipo 2, é um dos elementos primordiais da operação de **máquinas virtuais**. Entenda o que diferencia o hipervisor tipo 1 e 2, as respectivas vantagens e desvantagens, e descubra a que aplicações cada um deles é mais indicado.

## O que é Hipervisor?

O [Hipervisor](https://www.ionos.com/digitalguide/server/know-how/what-is-a-hypervisor/ "O que é hipervisor") (*hypervisor*) é o software que permite a execução de várias [máquinas virtuais](https://www.ionos.com/digitalguide/server/know-how/virtual-machines/ "Máquinas virtuais") (VMs) por um único hardware físico. Também chamado de **monitor de máquina virtual (VMM)**, o hipervisor possibilita o gerenciamento de recursos, como da unidade central de processamento (CPU), da memória e de redes, alocando-os a cada máquina virtual. Graças ao trabalho dos hipervisores, usuários conseguem rodar diferentes sistemas operacionais, como o Windows e distribuições Linux, simultaneamente em máquinas virtuais.

Existem dois tipos de hipervisor:

- **Hipervisor tipo 1**
- **Hipervisor tipo 2**

Apesar de diferente, o *hypervisor* tipo 1 e 2 compartilha algumas características. Ambos são capazes de criar múltiplas VMs em um mesmo hardware, assim como de **isolar as máquinas virtuais umas das outras**, aumentando a segurança das execuções e prevenindo que problemas em uma única unidade afetem as demais. Ainda, o hipervisor tipo 1 e 2 oferece importantes recursos de gerenciamento, que permitem que usuários iniciem, parem e monitorem suas máquinas virtuais. Os dois também conseguem ajustar e alocar recursos conforme o necessário. Para acessar e controlar recursos de um hipervisor, você deverá acessar a interface de usuário correspondente ou fazer uso de uma API.

## Qual é a diferença do *hypervisor* tipo 1 e 2?

A principal característica que distingue o hipervisor tipo 1 e 2 é essa: o tipo 1 não requer um sistema operacional subjacente, ao contrário do tipo 2. Abaixo, destrinchamos melhor essa e outras diferenças.

### Hipervisor tipo 1

Um hipervisor tipo 1, também chamado de **hipervisor *bare-metal***, roda diretamente no hardware físico. Ele é a primeira camada de software carregada no computador ou servidor, agindo como intermediário entre o hardware e as máquinas virtuais. Ao ser assim construída, a arquitetura de um hipervisor tipo 1 consegue ser uma solução de virtualização extremamente eficiente e poderosa.

Por conseguir acessar recursos físicos diretamente, hipervisores tipo 1 possuem **baixa latência e baixos tempos de resposta**. Eles são capazes de alocar a CPU, a memória e as interfaces de rede de forma eficiente, para otimizar o desempenho das VMs. Além disso, hipervisores tipo 1 são ótimos em isolar máquinas virtuais em um mesmo hardware, aumentando a segurança e a estabilidade do ambiente virtual.

Entre os recursos normalmente oferecidos por hipervisores tipo 1 estão a migração ao vivo, capaz de mover VMs de uma máquina física para outra enquanto estão em operação. Muitos fornecedores de hipervisores tipo 1 também prometem **alta disponibilidade e recuperação em caso de desastre**. Não menos importante, esse tipo de hipervisor geralmente vem acompanhado de uma interface de automação e controle, como de uma API ou de ferramentas de gerenciamento próprias.

### Hipervisor tipo 2

Um hipervisor tipo 2, também chamado de hipervisor hospedado, é uma tecnologia de virtualização que roda como uma aplicação em um **sistema operacional existente (sistema operacional *host*)**. Hipervisores tipo 2 agem como uma camada entre o sistema operacional *host* e as máquinas virtuais, que são executadas como processos ou *threads* no sistema operacional *host*. Dessa forma, esse tipo de hipervisor consegue se beneficiar dos drivers e dos serviços oferecidos pelo *host*, o que facilita bastante a configuração. Assim, máquinas virtuais conseguem hospedar diferentes sistemas operacionais convidados, como o Windows, o Linux e outros.

Como o hipervisor tipo 2 acessa o hardware por meio do sistema operacional *host*, ele compartilha recursos físicos com o sistema *host*. O fato pode **afetar negativamente o desempenho** do ambiente virtual, especialmente quando o sistema operacional *host* está muito carregado ou com muitos processos simultâneos. Vantagem do hipervisor tipo 2 é sua maior compatibilidade com infraestruturas de hardware e software existentes, o que facilita sua implementação e integração em ambientes de TI já estabelecidos.

Hipervisores tipo 2 normalmente oferecem uma **interface gráfica de usuário ou um painel de controle**, para que usuários possam configurar e gerenciar suas máquinas virtuais com mais facilidade e dinamismo, o que nem sempre é disponibilizado por hipervisores tipo 1. Essa interface gráfica também é útil para a realização de ajustes na CPU, na RAM e no armazenamento.

## Exemplos de *hypervisor* tipo 1

- **KVM** (*Kernel-based Virtual Machine*): É um hipervisor *bare-metal* que já vem integrado ao kernel do Linux, oferecendo alta performance e flexibilidade nesse tipo de ambiente. O hipervisor KVM é bastante encontrado em infraestruturas de virtualização e em nuvens.
- **Nutanix AHV** (*Acropolis Hypervisor*): É um hipervisor tipo 1 que funciona como elemento central da infraestrutura hiperconvergente Nutanix. O AHV destaca-se por sua excelente performance e por possibilitar uma gestão centralizada e facilitada, por meio do software Nutanix.
- [**Citrix Hypervisor**](https://www.ionos.com/pt-br/digitalguide/servidor/conhecimento/citrix-alternativas/): Este hipervisor *bare-metal*, anteriormente chamado de XenServer, faz parte da infraestrutura de virtualização da Citrix. O Citrix Hypervisor vem com funcionalidades de segurança integradas, com o objetivo de garantir o isolamento dos sistemas operacionais convidados, prevenindo ataques.

## Exemplos de *hypervisor* tipo 2

- **VirtualBox**: Este é o hipervisor hospedado da Oracle, que pode ser instalado como uma aplicação nos sistemas operacionais existentes, como no Windows, no macOS e no Linux. Bastante conhecido, ele se tornou popular por sua facilidade de uso e pela flexibilidade.
- **Parallels Desktop**: Este hipervisor suporta sistemas operacionais convidados como Windows, Linux e até versões do macOS. Ele permite posicionar aplicações de VMs diretamente no Dock, além de facilitar o compartilhamento de arquivos entre o macOS e as máquinas virtuais, por arrastar e soltar (*drag and drop*).
- **QEMU**: Plataforma de virtualização *open-source* capaz de emular arquiteturas de CPU, possibilitando a criação e a execução de máquinas virtuais com diferentes arquiteturas. Por exemplo, o QEMU pode emular arquiteturas x86 em um hardware ARM e vice-versa.

## Como escolher entre o hipervisor tipo 1 e 2?

Para optar pelo hypervisor tipo 1 ou 2, você deve levar em consideração as necessidades específicas do seu ambiente de virtualização. Ambos oferecem importantes vantagens, mas cada um é adequado a um tipo de cenário.

### Aplicações do *hypervisor* tipo 1

- **Ambientes corporativos com grande demanda**: Hipervisores tipo 1 são ideais para empresas que precisam operar um grande número de máquinas virtuais em servidores. Por acessarem diretamente o hardware físico, eles favorecem a utilização dos recursos e contribuem para o desempenho.
- **Centros de dados e infraestruturas de nuvem**: Centros de dados operam inúmeras máquinas virtuais ao mesmo tempo. Por esse motivo, hipervisores tipo 1 são mais adequados, justamente pela performance e estabilidade. Recursos de migração ao vivo e de alta disponibilidade são essenciais em ambientes como esses.
- **Ambientes que requerem alto grau de segurança**: Hipervisores tipo 1 possuem menos componentes de software que hipervisores tipo 2, fato que reduz a potencial superfície de ataque. Além disso, a arquitetura desses hipervisores isola máquinas virtuais de forma mais eficiente.
- **Cargas de trabalho de alto desempenho**: Aplicações que exigem alta performance, como bancos de dados, de *machine learning* e de *big data*, beneficiam-se do acesso direto ao hardware, característica principal dos hipervisores tipo 1.

### Aplicações do *hypervisor* tipo 2

- **Ambientes de desenvolvimento e teste**: Hipervisores tipo 2 são ideais para desenvolvedores que precisam testar diferentes sistemas operacionais e aplicações em um mesmo hardware, já que são capazes de criar e gerenciar VMs de forma mais rápida.
- **Ambientes de treinamento**: Hipervisores hospedados são igualmente adequados a ambientes de treinamento, pois permitem que usuários possam explorar e testar diferentes sistemas operacionais e aplicações, sem que isso impacte o hardware ou o sistema operacional *host*.
- **Uso pessoal ou doméstico**: Hipervisores tipo 2 são soluções extremamente convenientes para virtualizações pessoais ou de pequenos projetos. Eles permitem que usuários rodem sistemas operacionais e aplicações em seus próprios computadores, sem que haja necessidade de qualquer hardware adicional ou configuração mais complexa.
- **Virtualização de baixo custo**: Um hipervisor tipo 2 é uma opção econômica de virtualização, por não demandar um hardware especializado. Ainda, algumas soluções que oferecem hipervisores tipo 2 podem ser usadas gratuitamente, ou mediante o pagamento uma taxa de baixo valor.


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