# On premise: o modelo de licença usado em servidores próprios

On premise é o termo usado para descrever infraestrutura de TI, software ou dados que são **instalados, operados e gerenciados diretamente dentro da própria empresa**, em vez de ficarem em serviços de cloud externos. Nesse modelo, a empresa cuida de tudo: hardware, manutenção, segurança e atualizações.

## O que é on premise

“On premise” significa algo como “no local” ou “no prédio físico da empresa”. Na prática, o termo se refere ao uso de servidores e infraestrutura próprios. Nesse modelo, as empresas compram ou alugam o software para rodá-lo em seus próprios servidores ou em hardware alugado. Como tudo fica dentro da empresa, ele também é conhecido como solução “in-house”.

Ao contrário da computação em nuvem, no modelo on premise, a empresa tem controle total sobre os dados. Ela assume também toda a responsabilidade, inclusive os riscos. Além disso, o uso de hardware do fornecedor não faz parte desse modelo, o que o diferencia claramente das soluções de [cloud computing](https://www.ionos.com/pt-br/digitalguide/servidor/conhecimento/cloud-computing-computacao-em-nuvem/).

Além da responsabilidade, a empresa também paga todos os **custos** associados ao uso do software, como manutenção e operação do ambiente. No caso de software open source, uma comunidade ativa desenvolve e aprimora o código continuamente. A desvantagem é que o fabricante não oferece garantia nesse modelo. Se a empresa precisar, ela pode contratar suporte ou serviços para implementar atualizações.

O software pode ser acessado por meio de um **aplicativo desktop** ou de uma **interface web**. Empresas que lidam com dados sensíveis muitas vezes preferem o aplicativo desktop, porque o consideram mais seguro contra acessos indevidos.

## On premise: principais vantagens e desvantagens

Antes de a computação em nuvem se popularizar, softwares como Microsoft Office, Adobe Creative Suite ou SAP eram oferecidos principalmente no modelo on premise. E mesmo hoje, para muitas empresas, o licenciamento baseado em servidor é uma ótima alternativa ao modelo SaaS. Os principais motivos são a **proteção de dados mais rígida** e o **controle total** sobre o ambiente.

Outro ponto positivo é que a empresa pode personalizar o software de acordo com suas necessidades. Por outro lado, essas adaptações costumam sair caro, e as atualizações futuras tendem a ser mais complexas, e mais caras, do que em softwares padronizados.

### Vantagens do on premise

**Controle**: a empresa define quem tem acesso aos dados e gerencia todos os recursos internos usados pelo software. **Proteção de dados**: todos os dados ficam na própria infraestrutura da empresa, o que facilita o cumprimento da legislação brasileira de privacidade e segurança da informação, como a LGPD. **Custo único**: no modelo on premise, o software é pago uma vez só, com direito de uso permanente. O investimento inicial costuma ser maior do que nas assinaturas. **Independência**: a empresa não depende de serviços externos. O acesso aos dados continua garantido mesmo sem conexão à Internet. **Integração**: o software pode ser integrado mais profundamente ao ambiente interno e conectado a outros sistemas da empresa.

### Desvantagens do on premise

**Hardware**: é necessário ter hardware compatível e mantê-lo funcionando, o que gera custos contínuos. **Esforço operacional**: a empresa precisa instalar atualizações, fazer backups e garantir a estabilidade do ambiente por conta própria. **Custos de licença**: muitas licenças são limitadas por número de usuários ou estações de trabalho, o que pode encarecer bastante o uso em equipes grandes. **Custos contínuos**: em softwares personalizados, sempre surgem custos adicionais para ajustes, atualizações e correções. **Falta de suporte**: o suporte do fabricante pode ser encerrado com o tempo, exigindo que a empresa busque alternativas. **Recursos internos**: o modelo consome tempo, equipe e infraestrutura interna, o que pode ser um desafio para empresas menores.

## Onde usar o modelo on premise

Mesmo com o forte crescimento da computação em nuvem, o modelo on premise ainda faz sentido em muitos cenários. Áreas como finanças e saúde, por exemplo, precisam seguir regras rígidas de proteção de dados. E quando a empresa mantém tudo dentro das próprias instalações, ela consegue proteger **informações sensíveis** com mais eficiência e definir exatamente quem pode acessar esses dados.

Dica Mesmo lidando com dados sensíveis, a empresa nem sempre precisa abandonar as soluções de nuvem. Com a abordagem de hybrid cloud dá para aproveitar o que cada modelo tem de melhor.


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