Ana­li­sa­mos todos os recursos de segurança do iCloud, incluindo métodos de au­ten­ti­ca­ção, crip­to­gra­fia, medidas de proteção e pri­va­ci­dade para res­pon­der­mos à pergunta: O iCloud é seguro?

Como funciona a crip­to­gra­fia no iCloud?

A crip­to­gra­fia do iCloud é dividida em duas partes. Em dis­po­si­ti­vos Apple mais recentes, os dados são pro­te­gi­dos com crip­to­gra­fia AES de 256 bits, incluindo backups, fotos, contatos, ca­len­dá­rios e gravações de voz. O iCloud protege esses dados tanto nos ser­vi­do­res quanto durante trans­mis­sões. Embora seja boa, a abordagem não garante crip­to­gra­fia de ponta a ponta. A solução é adotar a crip­to­gra­fia de ponta a ponta opcional, dis­po­ní­vel no modo de Proteção Avançada de Dados (a partir do iOS 16.2, iPadOS 16.2 e macOS 13.1). O método garante que apenas o usuário tenha acesso aos seus dados, impedindo que a Apple ou terceiros possam acessá-los.

Nota

O ponto central da crip­to­gra­fia de ponta a ponta do iCloud é a au­ten­ti­ca­ção em dois fatores, obri­ga­tó­ria para novas contas da Apple.

A Apple processa dados de usuários?

Sem a crip­to­gra­fia de ponta a ponta, seus dados no iCloud podem ser acessados pela Apple. Embora a empresa afirme em seus termos de serviço que não analisa dados in­di­vi­du­ais de usuários, ativistas digitais ques­ti­o­nam essa de­cla­ra­ção. Embora dados sejam te­o­ri­ca­mente ano­ni­mi­za­dos, uma ID especial per­mi­ti­ria à Apple associá-los a in­di­ví­duos es­pe­cí­fi­cos.

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O iCloud é seguro contra ataques de hackers?

A segurança do iCloud tem sido ques­ti­o­nada ao longo dos anos devido a vários in­ci­den­tes. Em 2014, uma falha de segurança na função “Buscar iPhone” levou a um vazamento de dados, mas a Apple conseguiu corrigir essa vul­ne­ra­bi­li­dade pos­te­ri­or­mente.

Em 2017, hackers blo­que­a­ram vários iPhones por essa mesma fun­ci­o­na­li­dade e ameaçaram apagar dados do iCloud, o que levou a Apple a reforçar a au­ten­ti­ca­ção de dois fatores.

Muitos dos ataques sofridos envolvem a prática de phishing, na qual usuários são enganados e revelam vo­lun­ta­ri­a­mente suas cre­den­ci­ais. Em outro tipo de ataque, hackers também podem conseguir obter acesso à nuvem da Apple tentando a mesma senha várias vezes. A com­bi­na­ção de senha e código de con­fir­ma­ção oferecida pela au­ten­ti­ca­ção em dois fatores torna esses ataques muito mais difíceis de serem re­a­li­za­dos. A segurança do iCloud depende, portanto, em grande parte das medidas de proteção adi­ci­o­nais ha­bi­li­ta­das e do com­por­ta­mento de cada usuário.

Onde estão lo­ca­li­za­dos os ser­vi­do­res do iCloud?

Embora a Apple tenha combatido violações ocorridas no passado e esteja adotando novos métodos e fer­ra­men­tas para proteger melhor os dados dos usuários, outro fator fala cla­ra­mente contra o iCloud em termos de segurança e pri­va­ci­dade. Como a Apple é uma empresa dos EUA, ela opera com ser­vi­do­res lo­ca­li­za­dos em centros de dados es­ta­du­ni­den­ses. Esses ser­vi­do­res estão sujeitos às leis de proteção de dados locais, que são sig­ni­fi­ca­ti­va­mente mais brandas do que as leis de outros países, e portanto mais liberais. Em alguns casos, dados de usuários também são ar­ma­ze­na­dos em pro­ve­do­res ter­cei­ri­za­dos, o que é permitido pela le­gis­la­ção dos EUA. Para muitos usuários, a pos­si­bi­li­dade é motivo de pre­o­cu­pa­ção.

Desde a pu­bli­ca­ção do Cloud Act (Lei federal es­ta­du­ni­dense sobre o uso legal de dados pessoais) em 2018, au­to­ri­da­des dos EUA ad­qui­ri­ram poderes de longo alcance que também se aplicam a backups ar­ma­ze­na­dos em ser­vi­do­res locais, mesmo que de usuários do exterior. Empresas devem trabalhar em co­la­bo­ra­ção com ins­ti­tui­ções go­ver­na­men­tais, sendo obrigadas a en­ca­mi­nhar registros de dados em resposta a so­li­ci­ta­ções, caso ocorram. Por esse motivo, pro­ve­do­res de ar­ma­ze­na­mento em nuvem lo­ca­li­za­dos na Europa obtiveram um de­sem­pe­nho sig­ni­fi­ca­ti­va­mente melhor na nossa com­pa­ra­ção entre nuvens mais seguras do que as soluções dos EUA (como o iCloud).

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Como a lo­ca­li­za­ção dos ser­vi­do­res afeta a pri­va­ci­dade no iCloud?

O GDPR (Re­gu­la­mento Geral de Proteção de Dados) re­gu­la­menta a proteção de dados pessoais na União Europeia, es­ta­be­le­cendo di­re­tri­zes estritas no bloco. Muitas dessas di­re­tri­zes ins­pi­ra­ram a ela­bo­ra­ção da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), vigente no Brasil. Es­pe­ci­fi­ca­mente, a GDPR dita que os dados só podem ser pro­ces­sa­dos por um provedor de serviços (neste caso, serviços de nuvem) se houver con­sen­ti­mento claro para o pro­ces­sa­mento. Não é claro se o serviço da Apple atende a esses re­qui­si­tos e o quanto o iCloud prioriza a proteção de dados dos usuários. Es­pe­ci­a­lis­tas afirmam que a GDPR e o Cloud Act não são com­pa­tí­veis. Ao seguir a lógica dessa avaliação, a segurança do iCloud deve ser ques­ti­o­nada.

O iCloud é seguro para empresas?

Para usuários in­di­vi­du­ais, usar o iCloud é uma escolha pessoal, in­de­pen­den­te­mente do nível de proteção de dados oferecido. Cada um pode es­ta­be­le­cer seus próprios critérios e limites em se tratando da segurança de seus próprios dados. A situação é na­tu­ral­mente diferente para empresas que dependem de soluções em nuvem, pois elas também são res­pon­sá­veis por dados sensíveis de seus clientes e devem levar em conta a dis­cre­pân­cia entre o GDPR, a LGPD e o Cloud Act. O iCloud foi ori­gi­nal­mente destinado a usuários privados, e mesmo contratos Business Manager oferecem recursos limitados de segurança de dados. Assim sendo, empresas que optam pelo iCloud podem enfrentar in­cer­te­zas em se tratando de proteção de dados.

Conclusão: O iCloud é seguro?

O iCloud é su­fi­ci­en­te­mente seguro para uso pro­fis­si­o­nal? A resposta é não. Embora a Apple tenha feito melhorias sig­ni­fi­ca­ti­vas nos últimos anos e reforçado a crip­to­gra­fia do iCloud, a lo­ca­li­za­ção de seus centros de dados segue sendo uma pre­o­cu­pa­ção. Embora usuários par­ti­cu­la­res possam avaliar e assumir esse risco por conta própria, o risco para as empresas é muito maior. Na nossa com­pa­ra­ção entre serviços de ar­ma­ze­na­mento em nuvem, cons­ta­ta­mos que con­cor­ren­tes europeus oferecem uma melhor segurança de dados do que o iCloud.

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