Di­re­tri­zes de Aces­si­bi­li­dade para o Conteúdo Web apre­sen­tam critérios im­por­tan­tes para tornar um site acessível. Es­pe­ci­al­mente pessoas com de­fi­ci­ên­cias dependem de recursos es­pe­cí­fi­cos para que consigam receber e entender o conteúdo dis­po­ni­bi­li­zado.

WCAG: O que é?

Di­re­tri­zes de Aces­si­bi­li­dade para o Conteúdo Web (WCAG), são re­co­men­da­ções in­ter­na­ci­o­nais para o design acessível de sites. Elas descrevem como o conteúdo Web deve ser im­ple­men­tado, de forma técnica e criativa, para que também seja acessível a pessoas com de­fi­ci­ên­cia, in­de­pen­den­te­mente de li­mi­ta­ções visuais, auditivas ou cog­ni­ti­vas.

As WCAG são definidas pela Web Ac­ces­si­bi­lity Ini­ti­a­tive (WAI) do World Wide Web Con­sor­tium (W3C) e servem de base para di­fe­ren­tes le­gis­la­ções sobre inclusão ao redor do mundo, como a europeia e a bra­si­leira.

A versão em vigor das WCAG, de número 2.2, foi lançada ofi­ci­al­mente em 5 de outubro de 2023. Ela amplia a versão anterior, WCAG 2.1, adi­ci­o­nando nove novos critérios de sucesso, voltados es­pe­ci­al­mente a pessoas com de­fi­ci­ên­cias cog­ni­ti­vas, li­mi­ta­ções de co­or­de­na­ção motora fina ou baixa visão.

Objetivo e im­por­tân­cia das WCAG

As WCAG definem re­qui­si­tos técnicos e de design para o conteúdo web, com o objetivo de garantir que serviços digitais sejam aces­sí­veis para o maior número possível de pessoas, in­de­pen­den­te­mente de suas li­mi­ta­ções ou das tec­no­lo­gias uti­li­za­das (leitores de tela, braile ou navegação pelo teclado, por exemplo).

As versões 2.1 (2018) e 2.2 (2023) evoluíram da WCAG 2.0 (2008) e adicionam, entre outros, critérios voltados para dis­po­si­ti­vos móveis, in­ter­fa­ces por toque e suporte cognitivo. Todas as três versões são re­tro­com­pa­tí­veis, ou seja, sites que seguem a WCAG 2.2 também atendem aos critérios das versões an­te­ri­o­res.

A próxima grande atu­a­li­za­ção, WCAG 3.0, ainda está em de­sen­vol­vi­mento. A previsão é que ela só se torne um padrão oficial a partir de 2027, in­tro­du­zindo um novo modelo de con­for­mi­dade e métodos de avaliação mais abran­gen­tes.

Fato

O World Wide Web Con­sor­tium (W3C) é um órgão in­ter­na­ci­o­nal de pa­dro­ni­za­ção de tec­no­lo­gias web como HTML, XHTML, XML, RDF, OWL, CSS, SVG e WCAG. Seu fundador e pre­si­dente é Tim Berners-Lee, cientista da com­pu­ta­ção britânico con­si­de­rado o criador da World Wide Web.

Di­fe­ren­ças entre WCAG 1.0 e WCAG 2.1

O objetivo do W3C é es­ta­be­le­cer um padrão in­ter­na­ci­o­nal de aces­si­bi­li­dade WCAG que atenda tanto às ne­ces­si­da­des de grupos de in­di­ví­duos quanto de or­ga­ni­za­ções e ins­ti­tui­ções go­ver­na­men­tais.

Em com­pa­ra­ção com o padrão e as versões an­te­ri­o­res, as WCAG 2.1 destacam-se por uma abordagem in­de­pen­dente da tec­no­lo­gia. Suas di­re­tri­zes estão for­mu­la­das de modo a abarcar tanto o estado atual das coisas quanto futuros de­sen­vol­vi­men­tos tec­no­ló­gi­cos.

Outra das prin­ci­pais di­fe­ren­ças entre os padrões WCAG 1.0 e 2.0 (e sub­se­quen­tes) diz respeito à estrutura dos critérios:

  • Estrutura WCAG 1.0: As Di­re­tri­zes de Aces­si­bi­li­dade para o Conteúdo da Web padrão 1.0 são divididas em 14. Por sua vez, cada diretriz contém de 1 a 10 pontos de ve­ri­fi­ca­ção de pri­o­ri­da­des: 1, 2 e 3. A cada ponto de ve­ri­fi­ca­ção é atribuído um exemplo re­la­ci­o­nado aos padrões web básicos HTML e XML.
  • Estrutura WCAG 2.0: As Di­re­tri­zes de Aces­si­bi­li­dade para o Conteúdo da Web padrão 2.0 são dis­tri­buí­das entre 4 prin­cí­pios básicos de design: per­cep­tí­vel, operável, com­pre­en­sí­vel e robusto. Para cada diretriz, o padrão 2.0 apresenta a ope­ra­do­res de sites um conjunto de critérios de sucesso ve­ri­fi­cá­veis, em níveis de con­for­mi­dade: A, AA e AAA (mais à frente ex­pli­ca­re­mos o sig­ni­fi­cado).

Ope­ra­do­res de sites não encontram exemplos no padrão atual, já que des­cri­ções de­ta­lha­das e ori­en­ta­ções sobre im­ple­men­ta­ções técnicas foram ter­cei­ri­za­das às páginas Un­ders­tan­ding WCAG 2.0 e Te­ch­ni­ques for WCAG 2.0, assim como vin­cu­la­das aos res­pec­ti­vos critérios de sucesso.

Apesar de di­fe­ren­ças relativas à or­ga­ni­za­ção de re­qui­si­tos e critérios de design, as WCAG 2.0 seguem re­tro­com­pa­tí­veis. Portanto, um site pode, per­fei­ta­mente, atender re­qui­si­tos de di­fe­ren­tes padrões. De acordo com o WC3, a transição de um site WCAG 1.0 para WCAG 2.1 exige apenas pequenos ajustes. De toda forma, vale destacar que sempre que falamos ge­ne­ri­ca­mente sobre WCAG neste artigo, referimo-nos à versão oficial mais atual, de número 2.2.

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Con­for­mi­dade

Sites são con­si­de­ra­dos em con­for­mi­dade quando seguem as re­co­men­da­ções de aces­si­bi­li­dade WCAG. Contudo, para que um site seja com­pre­en­dido como em con­for­mi­dade com os prin­cí­pios WCAG, ele não é obrigado a seguir todos os critérios de sucesso: basta que ele alcance um dos três níveis de con­for­mi­dade es­ta­be­le­ci­dos pelo W3C. Os níveis A, AA e AAA indicam o grau de adaptação de um site às ne­ces­si­da­des dos usuários da internet com de­fi­ci­ên­cia.

Nível de con­for­mi­dade Definição Nível de aces­si­bi­li­dade
A Um site é clas­si­fi­cado com o nível de con­for­mi­dade A se todos os critérios de sucesso do nível A forem atendidos, ou se dis­po­ni­bi­li­zar versão al­ter­na­tiva do site que atenda estes critérios. Baixo nível de con­for­mi­dade.
AA Um site é clas­si­fi­cado com o nível de con­for­mi­dade AA se todos os critérios de sucesso dos níveis A e AA forem atendidos, ou se dis­po­ni­bi­li­zar versão al­ter­na­tiva do site que atenda estes critérios. Nível de con­for­mi­dade médio.
AAA Um site é clas­si­fi­cado com o nível de con­for­mi­dade AAA se todos os critérios de sucesso dos níveis A, AA e AAA forem atendidos, ou se dis­po­ni­bi­li­zar versão al­ter­na­tiva do site que atenda estes critérios. Alto nível de con­for­mi­dade.

Vale es­cla­re­cer que a cer­ti­fi­ca­ção de con­for­mi­dade se refere a uma única página web (um único documento HTML, dis­po­ní­vel em URL próprio). Assim, a clas­si­fi­ca­ção abrange, sempre, uma página web por inteiro.

  • Se áreas in­di­vi­du­ais de uma página não atenderem ao nível de con­for­mi­dade cor­res­pon­dente, ela, como um todo, não receberá a cer­ti­fi­ca­ção.
  • Se a página fizer parte de um caminho de cliques que contém outras páginas que executam uma ação somente em conjunto, todas elas deverão atender ao nível de con­for­mi­dade desejado para receberem a cer­ti­fi­ca­ção. Assim, se uma única página do conjunto não atender os re­qui­si­tos, nenhuma das outras será clas­si­fi­cada como adequada.

Exemplo de con­for­mi­dade

Di­fe­ren­te­mente das WCAG 1.0, as WCAG 2.0 oferecem a pos­si­bi­li­dade de im­ple­men­tar di­fe­ren­tes níveis de con­for­mi­dade em aspectos in­di­vi­du­ais de um site. Em se tratando do aspecto contraste de cores, por exemplo, dois critérios de sucesso di­fe­ren­tes são definidos para di­fe­ren­tes níveis de con­for­mi­dade.

Contraste 1.4.3 (mínimo): A apre­sen­ta­ção visual do texto e das imagens nele contidas devem ter uma relação de contraste de, pelo menos, 4,5:1, exceto: (Nível AA)[…].

Contraste 1.4.6 (apri­mo­rado): A apre­sen­ta­ção visual do texto e das imagens nele contidas devem ter uma relação de contraste de, pelo menos, 7:1, exceto: (Nível AAA)[…].

De­cla­ra­ção vo­lun­tá­ria de con­for­mi­dade

Op­ci­o­nal­mente, ope­ra­do­res de sites têm a pos­si­bi­li­dade de emitir uma de­cla­ra­ção de con­for­mi­dade para todas as páginas que atendem critérios de sucesso WCAG. A emissão é puramente vo­lun­tá­ria e não afeta a aces­si­bi­li­dade do site de forma alguma. Se um operador de site decidir emitir uma de­cla­ra­ção de con­for­mi­dade, esta deverá, de acordo com o W3C, conter as seguintes in­for­ma­ções obri­ga­tó­rias:

  • Data da de­cla­ra­ção de con­for­mi­dade.
  • In­for­ma­ções sobre a quais di­re­tri­zes WCAG a de­cla­ra­ção de con­for­mi­dade se refere, incluindo título, versão e link para a norma.
  • Indicação do nível de con­for­mi­dade atendido (A, AA ou AAA).
  • Indicação precisa de a quais páginas do domínio a de­cla­ra­ção de con­for­mi­dade se refere (por exemplo, listando todos os URLs).
  • Lista de todas as tec­no­lo­gias web usadas nas páginas em con­for­mi­dade com as WCAG que afetam esta con­for­mi­dade.

Além das apre­sen­ta­das acima, ope­ra­do­res de sites podem, fa­cul­ta­ti­va­mente, adicionar as seguintes in­for­ma­ções à de­cla­ra­ção de con­for­mi­dade:

  • Lista de todos os critérios de sucesso atendidos para além do nível de con­for­mi­dade atingido.
  • Lista de todas as tec­no­lo­gias web usadas pelo site que não afetam a con­for­mi­dade.
  • Lista de todos os agentes de usuários usados para testar o site.
  • Versão legível por máquina da lista das tec­no­lo­gias web usadas para deixar páginas em con­for­mi­dade com as WCAG.
  • Versão legível por máquina da de­cla­ra­ção de con­for­mi­dade.
  • Lista de outros pa­râ­me­tros de design acessível uti­li­za­dos, mas não re­la­ci­o­na­dos às WCAG.
Nota

Aces­si­bi­li­dade absoluta, que atenda a todas as ne­ces­si­da­des e li­mi­ta­ções de usuários da internet, não pode ser im­ple­men­tada na prática. Um site ainda pode conter barreiras, mesmo que atenda às es­pe­ci­fi­ca­ções do nível mais alto de con­for­mi­dade (AAA), es­pe­ci­al­mente em se tratando de de­fi­ci­ên­cias cog­ni­ti­vas, de linguagem, apren­di­zado e múltiplas. Mesmo assim, o W3C recomenda que ope­ra­do­res de sites im­ple­men­tem o maior número possível de critérios de sucesso, para uma maior inclusão.

Prin­cí­pios da aces­si­bi­li­dade WCAG 2.1

As Di­re­tri­zes de Aces­si­bi­li­dade para o Conteúdo Web são compostas por 13 di­re­tri­zes, agrupadas em torno de quatro prin­cí­pios fun­da­men­tais. Esses prin­cí­pios definem a base da aces­si­bi­li­dade digital, enquanto as di­re­tri­zes apre­sen­tam ins­tru­ções claras que devem ser seguidas durante o de­sen­vol­vi­mento de conteúdos aces­sí­veis, prin­ci­pal­mente quando se almeja um de­ter­mi­nado nível de con­for­mi­dade. Acesse a [tradução oficial das WCAG 2.0 para o português](https://www.w3.org/Trans­la­ti­ons/WCAG20-pt-br/ “WCAG 2.0: tradução oficial em português).

A seguir, apre­sen­ta­mos um resumo das WCAG 2.1, incluindo as atu­a­li­za­ções trazidas pela versão 2.2.

Per­cep­tí­vel

Para que seu site tenha um alto nível de usa­bi­li­dade, você deve apre­sen­tar seu conteúdo de forma que ele seja per­cep­tí­vel por todos os usuários da internet. Di­re­tri­zes de aces­si­bi­li­dade WCAG re­fe­ren­tes a uma melhor per­cep­ti­bi­li­dade são:

  • Texto al­ter­na­tivo: Re­pre­sen­ta­ção al­ter­na­tiva baseada em texto permite que conteúdos não textuais sejam tra­du­zi­dos em palavras, seja por uso de letras grandes, braile, símbolos ou linguagem sim­pli­fi­cada. Este critério de sucesso cor­res­ponde ao nível de con­for­mi­dade A. Além disso, os atributos alt de imagens podem con­tri­buir para a oti­mi­za­ção SEO.
  • Conteúdo mul­ti­mí­dia: O site oferece formas al­ter­na­ti­vas de apre­sen­ta­ção, uti­li­zando mídias baseadas em tempo (por exemplo, conteúdo de áudio e vídeo). Mídias al­ter­na­ti­vas incluem legendas, legendas ocultas (closed caption), au­di­o­des­cri­ção (como síntese de fala)), trans­cri­ções e linguagem de sinais, de­pen­dendo do nível de con­for­mi­dade almejado. Nove critérios de sucesso variam entre A, AA e AAA.
  • Adap­ta­bi­li­dade: O conteúdo do site pode ser con­ver­tido em formato al­ter­na­tivo de apre­sen­ta­ção, sem que haja perda (layout sim­pli­fi­cado). Seis critérios de sucesso variam entre os níveis de con­for­mi­dade A, AA e AAA.
  • Dis­tin­gui­bi­li­dade: O conteúdo é produzido de forma que seja visual e au­di­ti­va­mente distinto de outros conteúdos (cor, tamanho da fonte, contraste, fundo). Esta diretriz inclui 13 critérios de sucesso, que variam entre os níveis de con­for­mi­dade A, AA e AAA.

Operável

A interface do usuário de sites aces­sí­veis deve ser projetada de forma que todos os usuários da internet consigam ter acesso às in­for­ma­ções desejadas. A ope­ra­ci­o­na­li­dade de conteúdos web pode ser otimizada de acordo com as seguintes di­re­tri­zes:

  • Aces­si­bi­li­dade por teclado: Para que sites sejam o mais ope­ra­ci­o­nais possível, todo o conteúdo e a fun­ci­o­na­li­dade devem ser aces­sí­veis pelo teclado, sendo o teclado definido como a principal interface do usuário. Esta diretriz inclui quatro critérios de sucesso em níveis de con­for­mi­dade A e AAA.
  • Sem pressão de tempo: Usuários têm tempo su­fi­ci­ente para ler e interagir com o conteúdo web, uma vez que pessoas com de­fi­ci­ên­cia ge­ral­mente precisam de mais tempo para com­pre­en­der um conteúdo ou para executar uma ação, como inserir dados. Esta diretriz inclui seis critérios de sucesso em níveis de con­for­mi­dade A e AAA.
  • Minimizar riscos aci­den­tais: Todo conteúdo web é projetado para minimizar qualquer risco de convulsão por estímulos visuais (limites definidos apontam variações seguras). São três os critérios de sucesso, em níveis de con­for­mi­dade A e AAA.
  • Navegação: O site é fácil de ser navegado. Di­re­tri­zes relativas à navegação acessível abarcam meta-títulos, meta-des­cri­ções, textos de links, pos­si­bi­li­da­des de acesso, e títulos e sub­tí­tu­los para seções de texto com foco no teclado. Esta diretriz de navegação inclui 13 critérios de sucesso em níveis de con­for­mi­dade A, AA e AAA.
  • Aces­si­bi­li­dade por outros dis­po­si­ti­vos: Todas as fun­ci­o­na­li­da­des dis­po­ní­veis por teclado também devem ser aces­sí­veis de forma al­ter­na­tiva, por exemplo, por gestos. Esta diretriz es­pe­ci­fica oito critérios de sucesso em níveis de con­for­mi­dade A, AA e AAA.

Com­pre­en­sí­vel

Conteúdos web devem ser pro­je­ta­dos de forma que as in­for­ma­ções nele contidas sejam com­pre­en­sí­veis e que sua operação seja também entendida. De­sen­vol­ve­do­res e autores atingem melhor com­pre­en­si­bi­li­dade ao respeitar as seguintes di­re­tri­zes:

  • Le­gi­bi­li­dade: Ide­al­mente conteúdos aces­sí­veis devem ser legíveis e en­ten­dí­veis. Di­re­tri­zes sobre le­gi­bi­li­dade incluem normas que es­pe­ci­fi­cam como elementos lin­guís­ti­cos devem ser marcados e en­ri­que­ci­dos com in­for­ma­ções adi­ci­o­nais. Seis critérios de­ter­mi­nam a le­gi­bi­li­dade de um site, em níveis de con­for­mi­dade A, AA e AAA.
  • Pre­vi­si­bi­li­dade: O com­por­ta­mento de elementos fun­ci­o­nais e in­te­ra­ti­vos de páginas deve ser pre­vi­sí­vel, para não atra­pa­lhar a com­pre­en­são. Seis critérios de sucesso propostos variam entre os níveis de con­for­mi­dade A, AA e AAA.
  • As­sis­tên­cia a entradas: Sites aces­sí­veis ajudam vi­si­tan­tes a evitar erros, cor­ri­gindo-os au­to­ma­ti­ca­mente com recursos as­sis­ten­ci­ais, como me­ca­nis­mos de detecção au­to­má­tica de erros. Nove critérios de sucesso variam entre os níveis de con­for­mi­dade A, AA e AAA.

Robusto

O princípio WCAG da robustez diz respeito à com­pa­ti­bi­li­dade de conteúdos web. Para garantir uma boa aces­si­bi­li­dade, estes devem ser pre­pa­ra­dos de modo que possam ser pro­ces­sa­dos de forma confiável pela maioria dos agentes de usuário (na­ve­ga­do­res, dis­po­si­ti­vos de as­sis­tên­cia etc.). Ope­ra­do­res de sites devem levar em conta a seguinte es­pe­ci­fi­ca­ção de robustez:

  • Com­pa­ti­bi­li­dade: A com­pa­ti­bi­li­dade com tec­no­lo­gias atuais e futuras é garantida por meio da aplicação con­sis­tente de padrões web es­pe­cí­fi­cos. O pré-requisito básico é que a im­ple­men­ta­ção do conteúdo, usando lin­gua­gens de marcação como HTML, seja completa e sem erros. A diretriz de com­pa­ti­bi­li­dade inclui dois critérios de sucesso em níveis de con­for­mi­dade A e AA.

Novidades das WCAG 2.2

As WCAG 2.2 adicionam 9 novos critérios de sucesso às di­re­tri­zes exis­ten­tes:

  • Uso de teclado: Três critérios re­la­ci­o­na­dos à ocultação ou atenuação de conteúdos quando outros com­po­nen­tes estão em foco.
  • Uso de tela sensível ao toque e mouse: Um critério para cada, que abarca mo­vi­men­tos de arrastar e su­per­fí­cies clicáveis.
  • Suporte adicional para ha­bi­li­da­des cog­ni­ti­vas limitadas:
    • Funções de ajuda devem estar lo­ca­li­za­das sempre no mesmo local.
    • Suporte para dados já inseridos.
    • Modos de entrada al­ter­na­ti­vos para senhas e testes de função cognitiva.
    • Al­ter­na­ti­vas à seleção de imagens ou objetos em testes de função cognitiva.

As WCAG 2.2 são, portanto, um com­ple­mento das WCAG 2.1, di­re­tri­zes atu­al­mente válidas, mas que ainda apre­sen­tam lacunas.

Checklist para aces­si­bi­li­dade WCAG

O W3C Working Draft (rascunho das WCAG 2.0), de 27 de abril de 2006, traz uma lista de ve­ri­fi­ca­ção em seu apêndice, com todos os critérios de sucesso definidos até então. Ela servia como ori­en­ta­ção para diversos ope­ra­do­res de sites, mas desde a pu­bli­ca­ção da versão oficial das WCAG 2.0, em dezembro de 2008, essa checklist se tornou obsoleta.

Ela foi subs­ti­tuída por uma re­fe­rên­cia rápida às WCAG 2.0 per­so­na­li­zá­vel. A per­so­na­li­za­ção permite que ope­ra­do­res de sites adaptem o catálogo de critérios de aces­si­bi­li­dade a ofertas e ne­ces­si­da­des es­pe­cí­fi­cas, por meio da uti­li­za­ção de filtros. Assim, eles podem criar listas de ve­ri­fi­ca­ção próprias.

Imagem: Referência rápida das WCAG 2.0 com checklist ajustável
Com a re­fe­rên­cia rápida das WCAG 2.0, ope­ra­do­res de site podem criar chec­klists próprias, au­men­tando a efi­ci­ên­cia delas. Fonte: https://www.w3.org/WAI/WCAG21/quickref/?versions=2.0
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Como checar a aces­si­bi­li­dade WCAG

Os 4 prin­cí­pios WCAG contém critérios de sucesso testáveis, que podem ser usados por ope­ra­do­res de sites para avaliar o grau de con­for­mi­dade de páginas web in­di­vi­du­ais com o padrão WAI. Ope­ra­do­res que desejam verificar a aces­si­bi­li­dade WCAG de toda sua presença web, e não somente de páginas in­di­vi­du­ais, podem basear-se em quatro es­tra­té­gias também de­sen­vol­vi­das pela Web Aces­si­bi­lity Ini­ti­a­tive:

Easy Checks

Em Easy Checks a WAI lista aspectos básicos do web design acessível. O objetivo é permitir que ope­ra­do­res de sites consigam vi­su­a­li­zar com rapidez o status de seus projetos web. O teste Easy Checks examina os seguintes critérios:

  • Meta-títulos
  • Textos al­ter­na­ti­vos
  • Títulos
  • Taxa de contraste
  • Es­ca­la­bi­li­dade do texto
  • Aces­si­bi­li­dade pelo teclado
  • Conteúdo móvel, piscante ou iniciado au­to­ma­ti­ca­mente
  • Conteúdo mul­ti­mí­dia al­ter­na­tivo
  • Estrutura do site

A re­le­vân­cia desses critérios, em termos de aces­si­bi­li­dade WCAG, é com­pa­ra­ti­va­mente baixa. Outros testes (por exemplo, o WCAG-EM) costumam realizar uma avaliação de con­for­mi­dade mais sig­ni­fi­ca­tiva.

WCAG-EM

Easy Checks servem para que ope­ra­do­res obtenham uma ideia geral do grau de aces­si­bi­li­dade de seus projetos web. Contudo, aqueles que desejam realizar ve­ri­fi­ca­ções mais con­fiá­veis e mi­nu­ci­o­sas devem optar pela me­to­do­lo­gia de avaliação WCAG-EM. Esta com­pre­ende cinco etapas:

  1. De­ter­mi­nar o escopo da avaliação.
  2. Examinar a presença web.
  3. Escolher páginas web re­pre­sen­ta­ti­vas.
  4. Avaliar páginas web es­co­lhi­das.
  5. Elaborar um relatório de avaliação de con­for­mi­dade com a WCAG-EM Report Tool.

A pu­bli­ci­za­ção da sua avaliação de con­for­mi­dade não é obri­ga­tó­ria. Contudo, os re­sul­ta­dos obtidos podem servir de base para a sua de­cla­ra­ção vo­lun­tá­ria de con­for­mi­dade.

Avaliação apoiada pelo usuário

Ope­ra­do­res de sites que desejam avaliar a aces­si­bi­li­dade de sua presença web ge­ral­mente utilizam pro­ce­di­men­tos de teste pa­dro­ni­za­dos, como o WCAG-EM. No entanto, a WAI recomenda que tais ava­li­a­ções sejam res­pal­da­das por testes feitos por usuários, sempre que possível. Assim é possível também iden­ti­fi­car problemas de usa­bi­li­dade não abordados pelas WCAG 2.1.

Tais ava­li­a­ções de aces­si­bi­li­dade são ge­ral­mente re­a­li­za­das por pessoas com de­fi­ci­ên­cia e usuários idosos. Entre as pos­si­bi­li­da­des estão testes informais em formato de pesquisa, assim como testes formais de usa­bi­li­dade, baseados na re­a­li­za­ção de tarefas es­pe­cí­fi­cas e análises es­ta­tís­ti­cas.

Entenda como ope­ra­do­res de sites podem angariar vi­si­tan­tes para realizar testes de aces­si­bi­li­dade no site da WAI.

Fer­ra­men­tas de avaliação

Ope­ra­do­res de sites podem encontrar várias fer­ra­men­tas on-line que ajudam a verificar a aces­si­bi­li­dade de sites. Inclusive, muitas delas são in­cen­ti­va­das pela própria WAI. Assim sendo, o site da Web Aces­si­bi­lity Ini­ti­a­tive oferece uma extensa lista de fer­ra­men­tas de avaliação de aces­si­bi­li­dade web. Você pode escolher a mais adequada às suas ne­ces­si­da­des uti­li­zando a função de filtro.

Aces­si­bi­li­dade WCAG no Brasil

Falta ao Brasil le­gis­la­ção es­pe­cí­fica que im­ple­mente medidas de aces­si­bi­li­dade web. Contudo, empresas cons­ci­en­tes, assim como a ad­mi­nis­tra­ção pública, vêm re­a­li­zando mudanças por ini­ci­a­tiva própria, para tornar a internet um ambiente mais inclusivo. Em linhas gerais, o Estatuto da Pessoa com De­fi­ci­ên­cia é a lei que re­gu­la­menta a inclusão de pessoas com ne­ces­si­da­des especiais no país. Apesar de abordar temas como “in­for­ma­ção e co­mu­ni­ca­ção” e “sistemas e tec­no­lo­gias”, suas ori­en­ta­ções são bastante genéricas.

O mesmo não ocorre na União Europeia, por exemplo, que já dispõe de textos re­gu­la­men­ta­res sobre aces­si­bi­li­dade web. Na Alemanha, es­pe­ci­fi­ca­mente, existem leis que obrigam órgãos da ad­mi­nis­tra­ção pública, sites privados e co­mer­ci­ais a dis­po­ni­bi­li­za­rem páginas que adotem padrões de aces­si­bi­li­dade. A obri­ga­to­ri­e­dade entrou em vigor em junho de 2025.

Promessas das WCAG 3.0

As versões WCAG 2.1 e 2.2 são meras atu­a­li­za­ções do padrão 2.0. Todas têm, portanto, o mesmo padrão de re­co­men­da­ções. Contudo, o W3C já trabalha em um padrão de di­re­tri­zes de aces­si­bi­li­dade to­tal­mente novo, chamado de WCAG 3.0. Ele apre­sen­tará novos re­qui­si­tos e terá foco especial em testes adi­ci­o­nais, assim como em di­fe­ren­tes me­ca­nis­mos de avaliação. Ainda, as WCAG 3.0 não serão com­pa­tí­veis com as an­te­ri­o­res, por tratarem de um novo conjunto de di­re­tri­zes. In­te­res­sa­dos podem atualizar-se sobre as novidades acessando o rascunho WCAG 3.0.

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