Um bem de baixo valor é um ativo cujos custos de aquisição estão dentro de limites definidos le­gis­la­ção fiscal. O conceito varia de país para país, mas es­pe­ci­fi­ca­mente no Brasil, as regras para de­pre­ci­a­ção de bens de baixo valor são definidas pela Receita Federal, que permite que bens com valor de aquisição de até R$ 1.200,00 (ou R$ 5.000,00 no caso de ativos imo­bi­li­za­dos para empresas optantes pelo Simples Nacional) sejam re­gis­tra­dos di­re­ta­mente como despesa no ano da compra, sem a ne­ces­si­dade de de­pre­ci­a­ção. Exemplos incluem com­pu­ta­do­res pessoais ou pequenos móveis de es­cri­tó­rio, mas os itens são ana­li­sa­dos um a um.

O que é de­pre­ci­a­ção de ativos?

A de­pre­ci­a­ção de ativos é um método contábil que aloca o custo de um ativo tangível ao longo de sua vida útil. Trata-se de uma forma de “despesa” de um ativo fixo, reduzindo seu valor no balanço pa­tri­mo­nial ao longo do tempo, sem re­pre­sen­tar saída de dinheiro real, mas re­fle­tindo o custo para a empresa. No Brasil, a de­pre­ci­a­ção é re­gu­la­men­tada pela Receita Federal e é usada para fins contábeis e fiscais.

As empresas optam por depreciar ativos de longo prazo para dis­tri­buir custos ao longo do tempo. A ação não só permite que as despesas sejam con­tro­la­das mais ade­qua­da­mente, como também alinha cada ativo com sua res­pec­tiva vida útil.

Existem dois métodos de de­pre­ci­a­ção de ativos:

De­pre­ci­a­ção linear

O método de de­pre­ci­a­ção linear é o mais utilizado no Brasil. Nele, o valor do ativo é de­pre­ci­ado de forma uniforme ao longo de sua vida útil. Por exemplo, uma empresa compra uma máquina por R$ 10.000. Esse valor pode ser de­pre­ci­ado no mesmo ano em que a máquina foi comprada ou dis­tri­buído ao longo dos anos de vida útil. A esse segundo movimento dá-se o nome de de­pre­ci­a­ção. Con­si­de­rando uma vida útil de 10 anos es­ta­be­le­cida pela Receita Federal, a empresa poderá depreciar R$ 1.000 por ano, em uma década de uso (de­pre­ci­a­ção anual de 10%). O valor é con­ta­bi­li­zado como despesa anual, reduzindo o valor do ativo no balanço pa­tri­mo­nial.

A fórmula para de­pre­ci­a­ção linear é:

Despesa anual de de­pre­ci­a­ção = (custo do ativo - valor residual) / vida útil do ativo

Ano Valor do ativo De­pre­ci­a­ção
1 R$ 10.000 R$ 1.000
2 R$ 9.000 R$ 1.000
3 R$ 8.000 R$ 1.000
4 R$ 7.000 R$ 1.000

De­pre­ci­a­ção por saldo de­cres­cente

A de­pre­ci­a­ção por saldo de­cres­cente é usada em ativos que perdem valor mais ra­pi­da­mente nos primeiros anos, tornando difícil prever por quanto tempo eles poderão ser uti­li­za­dos. Esse tipo de de­pre­ci­a­ção é calculado sobre o saldo do valor contábil do ativo a cada ano. Se uma moto custa R$ 10.000, 20% (R$ 2.000) podem ser de­pre­ci­a­dos no primeiro ano, re­sul­tando em um saldo de R$ 8.000. No segundo ano, 20% são deduzidos desse novo saldo (R$ 1.600), e assim por diante.

Ano Valor do ativo Saldo de­cres­cente De­pre­ci­a­ção De­pre­ci­a­ção acumulada
1 R$ 10.000 20% R$ 2.000 R$ 2.000
2 R$ 8.000 20% R$ 1.600 R$ 3.600
3 R$ 6.400 20% R$ 1.280 R$ 4.880
4 R$ 5.120 20% R$ 1.024 R$ 5.904

Qualquer pessoa em posse de uma de­mons­tra­ção fi­nan­ceira pode ter uma boa ideia do status de seus ativos ao olhar para a de­pre­ci­a­ção acumulada. Se ela vir que seus ativos estão próximos de serem to­tal­mente de­pre­ci­a­dos, saberá que precisará ter orçamento su­fi­ci­ente para subs­ti­tuir ou reparar esses ativos. A de­pre­ci­a­ção de um ativo pode ser acelerada se você acreditar que este não será usado de forma uniforme ao longo da vida útil, por se desgastar mais nos primeiros anos, por exemplo. De­pen­dendo do tipo de sistema contábil usado (in­for­ma­ti­zado ou manual), valores de de­pre­ci­a­ção serão cal­cu­la­dos au­to­ma­ti­ca­mente ou ma­nu­al­mente, por você.

Como con­ta­bi­li­zar ativos e de­pre­ci­a­ção

No Brasil, ativos são ca­pi­ta­li­za­dos e incluídos no ativo imo­bi­li­zado do balanço pa­tri­mo­nial, enquanto despesas são re­gis­tra­das di­re­ta­mente no resultado. A de­pre­ci­a­ção é con­ta­bi­li­zada como despesa na De­mons­tra­ção de Re­sul­ta­dos, mas não afeta o fluxo de caixa imediato. Ainda, a de­pre­ci­a­ção fiscal deve seguir as taxas e regras definidas pela Receita Federal, que variam conforme o tipo de ativo. Por exemplo, com­pu­ta­do­res têm uma vida útil de 5 anos (20% ao ano), enquanto máquinas e equi­pa­men­tos in­dus­tri­ais têm uma vida útil estimada de 10 anos (10% ao ano).

Por que a de­pre­ci­a­ção de ativos é im­por­tante?

Se a de­pre­ci­a­ção não fosse usada na con­ta­bi­li­dade, todos os ativos teriam de ser cobrados como despesa assim que fossem comprados. Isso re­sul­ta­ria em impactos fi­nan­cei­ros con­cen­tra­dos em um único período.

Não depreciar ativos pode resultar em valores im­pre­ci­sos nas de­mons­tra­ções de re­sul­ta­dos e balanços pa­tri­mo­ni­ais, o que não refletirá a realidade econômica da empresa. Registrar de­pre­ci­a­ções cor­re­ta­mente pode levar a be­ne­fí­cios fiscais e a uma melhor alocação de recursos para futuras aqui­si­ções de ativos, sendo uma prática essencial para a saúde fi­nan­ceira da empresa.

Clique aqui para im­por­tan­tes isenções de res­pon­sa­bi­li­dade legais.

Ir para o menu principal