ICMS: O que é e quem precisa pagar o imposto?
O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é uma das principais fontes de receita dos governos estaduais no Brasil. Esse imposto é aplicado sobre a circulação de mercadorias, a prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e sobre serviços de comunicação. Cada estado brasileiro tem autonomia para definir as alíquotas, que também variam conforme o produto ou serviço. O ICMS é recolhido pelo vendedor no momento da venda e posteriormente repassado ao governo estadual.
Embora o ICMS seja um imposto estadual, uma parte da arrecadação também é destinada aos municípios. Cada estado tem uma legislação própria que define as alíquotas do imposto, que podem variar de acordo com o produto ou serviço, assim como possíveis isenções para determinados setores, como produtos da cesta básica. Continue lendo para entender como o ICMS é utilizado e como você pode calculá-lo.
Glossário para entender o ICMS
Antes de explicarmos em mais detalhes o que é o ICMS e como calculá-lo, apresentamos algumas palavras úteis para ajudá-lo a se situar no assunto.
| AlÃquota | Percentual que determina o valor do imposto a ser pago sobre a operação. A alÃquota do ICMS varia de acordo com o estado e o tipo de produto ou serviço. |
| Substituição tributária | Regime em que o imposto é recolhido antecipadamente por um contribuinte que, em tese, seria responsável pelo pagamento ao final da cadeia produtiva. |
| Base de cálculo | Valor sobre o qual é aplicada a alÃquota do ICMS. Inclui o valor da mercadoria ou serviço e, em alguns casos, o frete e outros encargos. |
ICMS como fonte de receita para os governos estaduais
O ICMS é um dos impostos mais importantes do Brasil, por tratar-se de uma das maiores fontes de arrecadação para os estados. Ele é usado para financiar uma ampla gama de serviços públicos, incluindo educação, saúde, segurança e infraestrutura. O ICMS também pode ser direcionado para projetos locais específicos, como saneamento básico, manutenção de estradas e transporte público. Ainda, os valores arrecadados são repartidos com os governos municipais, contribuindo para o desenvolvimento das cidades.
Quando o ICMS é cobrado?
O ICMS é cobrado em operações que envolvem a circulação de mercadorias e em determinadas prestações de serviços. O imposto incide sobre a venda de produtos, a prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal, e serviços de comunicação. A legislação varia de estado para estado, e cada unidade federativa tem suas próprias regras sobre os itens sujeitos ao imposto.
Alguns produtos, como medicamentos e alimentos da cesta básica, podem ter alíquotas reduzidas ou até isenção de ICMS. Apesar de serviços essenciais, como transporte público e fornecimento de energia elétrica, também estarem sujeitos à cobrança do imposto, regimes especiais incidem sobre esses casos, concedendo reduções.
Devido às particularidades desse imposto, é imprescindível que você se atente às normas vigentes no(s) estado(s) onde a sua empresa opera. Em caso de necessidade, consulte um contador ou especialista em tributação para garantir sua conformidade com a legislação.
Como calcular o ICMS?
Calcular o ICMS não é complicado, mas é importante estar atento à alíquota aplicável na sua região e ao tipo de mercadoria ou serviço oferecido. Você pode usar softwares de contabilidade para realizar esses cálculos, mas há como fazê-los manualmente também. Acompanhe o nosso exemplo de cálculo manual básico:
Exemplo de cálculo de ICMS
- Suponha que você venda um produto por R$ 100,00.
- Se a alíquota de ICMS no estado (como em São Paulo) for de 18%, o cálculo a ser feito é: 100 x 0,18 = R$ 18,00.
- O valor total da venda será R$ 118,00, sendo R$ 100,00 do produto e R$ 18,00 de ICMS.
Em estados com regime de substituição tributária, o cálculo pode envolver uma base de cálculo ajustada e outras variáveis, como o valor presumido do produto ao final da cadeia. Caso a sua empresa opere em diferentes estados ou precise lidar com produtos sujeitos à substituição tributária, é altamente recomendável que você adote um software de gestão fiscal para evitar erros de cálculo e maiores complicações.
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