Impostos diretos e indiretos: Qual é a diferença?
Como diz o ditado: “Nada é certo, exceto a morte e os impostos”. Ele não deixa de ser verdadeiro, pois impostos farão parte do seu dia a dia, quer você queira, quer não. Muito provavelmente, você paga impostos dos quais não tem nem ideia. No Brasil, tributos sobre o consumo e a renda são algumas das principais fontes de receita do governo. Esses impostos são necessários para que o estado possa funcionar de maneira eficaz.
Existe uma distinção geral entre impostos diretos e indiretos, mas você sabe como os dois tipos de impostos se diferenciam um do outro e quais impostos se enquadram em cada uma das categorias?
Impostos diretos
Impostos diretos são pagos diretamente ao governo, por uma pessoa física ou jurídica. Por exemplo, um proprietário de imóvel paga o devido IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) diretamente ao governo municipal, assim como uma família paga impostos federais sobre a própria renda. Impostos diretos não podem ser transferidos ou repassados para outras partes.
No Brasil, a arrecadação de impostos diretos é realizada conforme as regras do Código Tributário Nacional e as competências estabelecidas pela Constituição Federal. A quantidade de impostos diretos que cada pessoa paga depende do salário que ela recebe. O princípio da capacidade contributiva define que aqueles que têm mais renda devem também contribuir mais com impostos.
Aqui estão alguns exemplos de impostos diretos:
Imposto de renda
Um indivíduo paga imposto de renda com base em sua renda tributável durante o ano fiscal. O governo federal cobra impostos sobre a renda de salários pessoais e lucros empresariais. O sistema de imposto de renda no Brasil segue o princípio da progressividade, em que aqueles que ganham mais pagam mais impostos. Existem maneiras de se reduzir as obrigações fiscais, contudo, como contribuindo para uma previdência privada ou deduzindo despesas médicas e de educação.
Empregados geralmente têm seus impostos retidos na fonte, já empresas pagam impostos sobre a renda trimestralmente. Esses pagamentos são estimados, portanto, pode ser que o contribuinte tenha que pagar um valor adicional no final do ano ou receba um reembolso pelo valor que pagou a mais.
Impostos sobre benefícios sociais
Impostos sobre benefícios sociais são cobrados pelo governo federal para pagar a Previdência Social e outros programas assistenciais. Esse imposto é deduzido do salário do indivíduo e transferido ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Autônomos e empresas também devem pagar esses impostos de forma trimestral ou mensal.
Impostos de transferência
Se uma propriedade for transferida de uma pessoa para outra sem troca de dinheiro, os impostos de transferência entram em jogo. No Brasil, o ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação) é o exemplo mais conhecido de imposto de transferência. O ITCMD é cobrado quando bens ou direitos são transferidos por herança ou doação.
Impostos sobre a propriedade
Proprietários de imóveis e terrenos devem pagar impostos sobre a propriedade, como o IPTU, aos governos municipais, e o ITR (Imposto Territorial Rural) ao governo federal. O valor do IPTU depende da localização do imóvel em questão e do valor venal deste. Já o ITR é cobrado sobre propriedades rurais e é calculado com base na extensão e no uso do terreno.
Impostos sobre ganhos de capital
Impostos sobre ganhos de capital são cobrados quando há a venda de um ativo, como um imóvel, uma obra de arte, ações etc. Esse imposto é calculado levando-se em conta a diferença entre o valor de aquisição e o valor de venda do ativo. As alíquotas progressivas variam de 15% a 22,5%, dependendo do montante do ganho.
Impostos indiretos
Impostos indiretos são cobrados por alguém na cadeia de suprimentos (como um produtor ou varejista) e, em seguida, repassados ao governo. Consumidores geralmente pagam impostos ao comprar um produto, estando este embutido no preço. Portanto, a diferença entre impostos diretos e indiretos é que, no caso de impostos diretos, o indivíduo paga o imposto diretamente ao governo, por outro lado, ao pagar por impostos indiretos, o indivíduo realiza o pagamento a outra pessoa, que então o repassa ao governo.
Aqui estão alguns exemplos de impostos indiretos comuns no Brasil:
ICMS
O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é um imposto estadual que incide sobre a circulação de mercadorias e serviços de transporte e comunicação. Cada estado brasileiro define sua própria alíquota, e o imposto é cobrado tanto na produção quanto na venda de produtos.
Imposto sobre importação
O imposto sobre importação é uma tributação indireta aplicada a produtos que entram no Brasil, provenientes do exterior. Ele incide sobre o valor dos bens importados, sendo cobrado da empresa ou pessoa responsável pela entrada da mercadoria no país. Esse imposto é considerado indireto porque, embora seja recolhido pelo importador, o custo geralmente é repassado ao consumidor final, ao ser embutido no preço dos produtos. Dessa forma, o consumidor paga o tributo de maneira indireta ao adquirir os itens importados, não realizando o pagamento diretamente ao governo.
Impostos sobre combustíveis
Quando você compra gasolina ou outros combustíveis no Brasil, você paga impostos indiretos, como o ICMS, o PIS e o COFINS. Todos esses impostos estão incluídos no preço final do produto. O valor dos impostos varia de estado para estado.
Impostos sobre consumo
Impostos sobre consumo são devidos quando bens específicos são adquiridos, como gasolina, energia elétrica e telecomunicações. Esses tributos incluem o ICMS (já detalhado), o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e ISS (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza). Para os fabricantes, esses impostos estão embutidos nos custos operacionais. Consumidores finais, por outro lado, arcam com o imposto ao pagarem pelo produto ou serviço.
Clique aqui para importantes isenções legais.

