Muitas startups e pequenas empresas, em par­ti­cu­lar, acham difícil gerenciar a contagem de in­ven­tá­rio, es­pe­ci­al­mente porque esse controle envolve di­fe­ren­tes fun­ci­o­ná­rios. Ex­pli­ca­re­mos exa­ta­mente o que está por trás do termo contagem de in­ven­tá­rio e no que você deve prestar atenção ao fazer o in­ven­tá­rio da sua empresa. Para garantir que a sua próxima contagem de in­ven­tá­rio ocorra da maneira mais tranquila possível, também for­ne­ce­mos dicas para você realizá-la de forma fácil e eficiente.

Contagens de in­ven­tá­rio não são apenas ne­ces­sá­rias para fins fiscais, mas também ajudam você, como pro­pri­e­tá­rio, a calcular o valor da sua própria empresa. O ato de contar o in­ven­tá­rio não é novo: há mais de 500 anos, o ma­te­má­tico italiano Luca Pacioli (amigo de Leonardo Da Vinci) já destacava a im­por­tân­cia da prática. Seus trabalhos não só des­cre­ve­ram o método de con­ta­bi­li­dade por partida dobrada, utilizado por mer­ca­do­res italianos da época, como também in­cen­ti­va­vam em­pre­en­de­do­res da época a fazerem contagens de in­ven­tá­rio para ajudar no balanço pa­tri­mo­nial.

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Definição: Contagem de in­ven­tá­rio

A contagem de in­ven­tá­rio, também chamada de le­van­ta­mento de estoque, refere-se à ve­ri­fi­ca­ção física das quan­ti­da­des de produtos em um in­ven­tá­rio ou armazém, assim como à condição em que se encontram. Ao realizar essa contagem anual, você determina tanto os seus ativos quanto as suas dívidas. No Brasil, essa prática é regulada prin­ci­pal­mente pela le­gis­la­ção contábil e tri­bu­tá­ria, que exige que todas as empresas anotem os seus ativos e passivos em uma lista. O objetivo deste pro­ce­di­mento é auxiliar na ela­bo­ra­ção das de­mons­tra­ções contábeis, inclusive do balanço pa­tri­mo­nial.

Em­pre­en­de­do­res e em­pre­sá­rios devem controlar, com re­gu­la­ri­dade, o que consta em seus estoques, de pre­fe­rên­cia com a ajuda de um sistema de gestão de mer­ca­do­rias. A re­a­li­za­ção da contagem de in­ven­tá­rio permite que uma empresa saiba exa­ta­mente o estoque e os ativos que possui, e como localizá-los ra­pi­da­mente. Ela também verifica se o in­ven­tá­rio esperado está correto. Não é incomum que o in­ven­tá­rio real não cor­res­ponda aos saldos contábeis. Aqui estão os cinco prin­ci­pais objetivos de uma contagem de in­ven­tá­rio:

Rastrear in­ven­tá­rio Um sistema or­ga­ni­zado permite que você tenha uma visão geral das suas vendas, mantendo controle sobre quanto estoque tem e onde ele se encontra, caso você possua mais de um armazém.
Controlar custos Você pode descobrir que produtos estão vendendo mais e quais não valem mais a pena oferecer, por estarem há muito tempo parados.
Melhorar processo de envio Você poderá estimar quando os seus produtos serão entregues, evitando que os clientes tenham de esperar mais que o ne­ces­sá­rio, devido a um item em falta, por exemplo. Você pode enviar para os seus clientes quando e onde eles desejarem receber os produtos.
Gerenciar pla­ne­ja­mento e previsão Você também pode usar um sistema de gestão de mer­ca­do­rias para analisar dados de estoque, iden­ti­fi­cando as vendas bem-sucedidas. Assim, você será capaz de prever o que acon­te­cerá no futuro, me­lho­rando o seu pla­ne­ja­mento.
Contar in­ven­tá­rio de forma mais eficiente Se você tiver uma boa solução de ge­ren­ci­a­mento de in­ven­tá­rio, será mais fácil manter o controle sobre os produtos dis­po­ní­veis, o que eco­no­mi­zará tempo a longo prazo.

Por que contagem de in­ven­tá­rio é im­por­tante?

Um bom sistema de gestão de in­ven­tá­rio pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso de uma empresa. Algumas empresas até têm potencial de lucrar mais, mas não o fazem devido à ine­fi­ci­ên­cia ope­ra­ci­o­nal. Se a empresa não tiver 100% de certeza do que tem em estoque, pode perder vendas devido a produtos em falta, não atendendo à real demanda. O cenário oposto também pode ser pre­ju­di­cial: você pensar que um de­ter­mi­nado item está fora de estoque quando ele não está. Isso poderá fazer com que o cliente tenha de esperar mais tempo que o ne­ces­sá­rio e também sig­ni­fi­cará que o ar­ma­ze­na­mento não está sendo usado de forma eficiente, uma vez que os itens aparecem como “fora de estoque” (não servindo como fonte de receita). No pior caso, seu cliente comprará em outro lugar, talvez até na con­cor­rên­cia.

Empresas precisam conhecer seus ativos não somente por motivos ope­ra­ci­o­nais, mas também fiscais. Em termos tri­bu­tá­rios, o controle correto do in­ven­tá­rio pode ajudar na apuração do imposto de renda, já que a de­pre­ci­a­ção dos estoques e equi­pa­men­tos pode reduzir a base de cálculo dos impostos, dentro das normas es­ta­be­le­ci­das pela le­gis­la­ção bra­si­leira.

Como fazer contagem de in­ven­tá­rio

Agora que você sabe os motivos pelos quais empresas devem realizar contagens de in­ven­tá­rio, precisa decidir os itens a serem contados. Se você se preparar da maneira certa, o processo ocorrerá de maneira muito mais tranquila e eficiente. Aqui estão alguns exemplos de ca­te­go­rias que podem entrar na contagem:

  • Itens vendáveis: Qualquer produto que possa ser vendido para um cliente (categoria de contagem mais popular).
  • Matérias-primas: São os com­po­nen­tes a serem usados na produção dos produtos.
  • Ma­qui­ná­rio e mo­bi­liá­rio: Registrar esses itens é valioso para o controle pa­tri­mo­nial.
  • Veículos e equi­pa­men­tos alugados: Empresas também devem rastrear seus ativos móveis (quantos estão em uso, que fun­ci­o­ná­rios estão os usando etc.).

Algumas empresas têm apenas um local de fun­ci­o­na­mento, enquanto outras operam em di­fe­ren­tes lo­ca­li­da­des. Não importa o quão pequeno seja o seu armazém, é im­por­tante que você realize a sua contagem de in­ven­tá­rio. Se a contagem for muito extensa, divida-a em etapas para que fique mais fácil. Não se esqueça de que alguns dos seus itens podem estar em trânsito (ou seja, em caminhões ou carros de trans­porte). Qualquer produto que esteja quebrado ou tenha sido devolvido deve ser re­gis­trado se­pa­ra­da­mente, para que não seja con­fun­dido com o estoque atual.

Escolher quando realizar a contagem de in­ven­tá­rio é delicado. Pre­fe­ren­ci­al­mente, faça isso fora do horário de fun­ci­o­na­mento da empresa, para evitar um resultado impreciso, in­ter­rup­ções tem­po­rá­rias da contagem e outras questões que podem levar a im­pre­ci­sões.

Tra­di­ci­o­nal­mente, contagens físicas de in­ven­tá­rio são feitas com papel e caneta, e muitos pro­pri­e­tá­rios de empresas ainda preferem esse método. Nele, produtos são contados ma­nu­al­mente e somente depois inseridos no sistema. Embora popular, esse método é re­la­ti­va­mente ine­fi­ci­ente, pois exige que você registre todos os produtos duas vezes (primeiro no papel, depois no sistema). Algumas empresas usam scanners para facilitar a tarefa.

Ao adotar um software de gestão de in­ven­tá­rio como o Vend, você pode aliviar a sua carga de trabalho e ainda eco­no­mi­zar tempo.

Equipe para contagem de in­ven­tá­rio

Estime quanto tempo a contagem de in­ven­tá­rio levará, para que você possa dividir as tarefas entre os fun­ci­o­ná­rios. Para ajudar nessa es­ti­ma­tiva, faça um teste em uma pequena quan­ti­dade do estoque e mul­ti­pli­que esse tempo pela quan­ti­dade restante. Calcule quantas pessoas serão ne­ces­sá­rias na força-tarefa e distribua os papéis de acordo com a ex­pe­ri­ên­cia dos fun­ci­o­ná­rios.

Cer­ti­fi­que-se de que cada fun­ci­o­ná­rio conheça o plano de contagem, por exemplo, se deve começar da esquerda para a direita ou de cima para baixo. Quando uma área já tiver sido contada, marque-a como tal, para que ninguém a insira na contagem novamente. Nomeie uma pessoa como a principal res­pon­sá­vel, para que ela possa ser o ponto de ajuda e responder possíveis perguntas. Ori­en­ta­ções por escrito para cada fun­ci­o­ná­rio podem ser úteis, se o pro­ce­di­mento for mais com­pli­cado.

Métodos de contagem de in­ven­tá­rio

Os três métodos de contagem de in­ven­tá­rio mais usados no Brasil são:

  • Custo médio ponderado
  • Primeiro a entrar, primeiro a sair (PEPS)
  • Último a entrar, primeiro a sair (UEPS)

A le­gis­la­ção fiscal bra­si­leira, ao contrário da dos Estados Unidos, não permite o uso do método UEPS para fins fiscais, uma vez que ele tende a reduzir o lucro tri­bu­tá­vel em tempos de inflação.

Frequên­cia da contagem de in­ven­tá­rio

Ao planejar o seu processo de in­ven­tá­rio, você deve decidir com que frequên­cia irá realizá-lo e que método utilizará. A re­gu­la­ri­dade da contagem de estoque difere de uma empresa para outra, com algumas empresas optando por contagens mensais e outras optando por uma única contagem anual. Tudo dependerá do giro de estoque da empresa e de quanto os números foram precisos no passado, sem a ne­ces­si­dade de uma auditoria completa. Empresas com menos itens não precisam realizar au­di­to­rias com tanta frequên­cia. Empresas maiores com sistemas de in­ven­tá­rio to­tal­mente au­to­ma­ti­za­dos podem nem precisar de pessoal para realizar a contagem, o que eco­no­mi­zará tempo e dinheiro. Contagens completas devem ser re­a­li­za­das no final do exercício fi­nan­ceiro, de pre­fe­rên­cia, embora seu contador possa re­co­men­dar que você faça uma parcial na metade do exercício fi­nan­ceiro. Outros momentos re­co­men­da­dos para a re­a­li­za­ção de contagens de in­ven­tá­rio são antes da venda da empresa e depois de períodos muito mo­vi­men­ta­dos, como Natal e outras datas festivas.

Contagem cíclica ou contínua

Desde que você tenha um sistema de in­ven­tá­rio in­for­ma­ti­zado, a contagem cíclica pode ser realizada, o que eco­no­mi­zará dinheiro, aumentará a precisão da contagem e não in­ter­rom­perá suas operações como uma contagem física anual. Muitos pro­pri­e­tá­rios de empresas optam por esse método, pois in­ven­tá­rios físicos anuais são muito mais complexos e, portanto, têm maior chance de erros. Como o método de contagem cíclica é realizado por software, faz sentido realizar ve­ri­fi­ca­ções ao longo do ano para garantir que o software esteja for­ne­cendo re­sul­ta­dos precisos. No Brasil, o uso de sistemas au­to­ma­ti­za­dos para controle de estoque é in­cen­ti­vado, para que o registro contábil reflita ade­qua­da­mente o saldo final de cada exercício fiscal.

Contagem periódica

Esse método é bastante se­me­lhante ao de contagem cíclica, sendo li­gei­ra­mente mais sis­te­má­tico. Algumas empresas optam por realizar contagens completas pe­rió­di­cas a cada três ou seis meses para verificar a precisão do método adotado.

Contagem sazonal

O método sazonal pode abranger contagens de in­ven­tá­rio parciais ou completas. Esse método tenta respeitar ten­dên­cias que mudam com o tempo ou a de­te­ri­o­ra­ção dos produtos. Por exemplo, uma empresa de roupas pode realizar uma contagem de in­ven­tá­rio ao fim de uma estação para verificar se vendeu todo o estoque que planejava e se preparar para os produtos da próxima estação. No setor de alimentos, estoques pe­re­cí­veis precisam ser des­car­ta­dos se não tiverem sido vendidos antes da data de validade, por oferecer riscos à saúde.

Contagem anual

Contagens anuais de in­ven­tá­rio são mais comuns em empresas que não adotam o método de contagem cíclica nem um software de gestão de estoque. Ainda, contagens de in­ven­tá­rio ao fim de cada ano fiscal são comuns por coin­ci­di­rem com o en­cer­ra­mento das de­mons­tra­ções fi­nan­cei­ras. A prática pode ser acom­pa­nhada por au­di­to­rias externas, o que, em alguns casos, é exigido pela le­gis­la­ção.

Exemplo de contagem de in­ven­tá­rio

A mul­ti­na­ci­o­nal de tec­no­lo­gia Apple sabe o que faz quando se trata de gestão de in­ven­tá­rio bem-sucedida. Ela gerencia de perto sua cadeia de su­pri­men­tos, tentando manter os estoques baixos, ter poucos armazéns e deixar os for­ne­ce­do­res com­pe­ti­rem entre si para trabalhar com ela.

Manter um nível de estoque baixo é es­pe­ci­al­mente im­por­tante para empresas que vendem tec­no­lo­gia, pois um con­cor­rente pode lançar um novo dis­po­si­tivo a qualquer momento, o que pode fazer com que ninguém mais se interesse por comprar o estoque “de­sa­tu­a­li­zado” da sua empresa.

Não é barato manter estoques em movimento e armazéns em di­fe­ren­tes lo­ca­li­da­des. Também por isso a Apple decidiu que seus for­ne­ce­do­res devem enviar suas peças para a fábrica lo­ca­li­zada na China. Assim, quando um comprador faz um pedido, o produto final é enviado di­re­ta­mente da fábrica, eli­mi­nando etapas lo­gís­ti­cas e eco­no­mi­zando tempo.

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