Até agora, os artigos do nosso Digital Guide sobre como con­fi­gu­rar sua própria loja virtual focaram prin­ci­pal­mente nos softwares para lojas virtuais, es­sen­ci­ais para este modelo de negócio. Mas antes de ligar o seu com­pu­ta­dor e colocar a sua loja no ar, você precisa se atentar a alguns aspectos legais críticos, que devem ser re­sol­vi­dos antes do início da atividade comercial. Neste artigo, apre­sen­ta­re­mos três tipos de seguros im­por­tan­tes, que você precisa conhecer antes de colocar a sua loja virtual em fun­ci­o­na­mento.

Antes de continuar lendo, lembre-se de que este texto é apenas uma in­tro­du­ção ao que você precisa saber, como pro­pri­e­tá­rio de um negócio virtual, sobre seguros. Existem muitos outros tipos de apólices dis­po­ní­veis no mercado além dos men­ci­o­na­dos aqui, portanto, cer­ti­fi­que-se de fazer uma pesquisa ampla antes de contratar suas apólices.

E-commerce: Origem e situação atual

Há trinta anos, a indústria de e-commerce não existia e a palavra “Amazon” evocava imagens de copas de árvores da nossa floresta tropical ou de grandes guer­rei­ras, mas não de uma loja virtual. Naquela época, a internet era um ter­ri­tó­rio para aca­dê­mi­cos, agências go­ver­na­men­tais e alguns en­tu­si­as­tas. Mas em 1989, com a in­tro­du­ção da World Wide Web no CERN, uma virada tec­no­ló­gica no setor de te­le­co­mu­ni­ca­ções ocorreu, de­sen­ca­de­ando uma mudança fun­da­men­tal na maneira como or­ga­ni­za­mos tanto nossa vida pessoal quanto pro­fis­si­o­nal.

Talvez nenhum setor econômico tenha ex­pe­ri­men­tado uma revolução mais profunda que o setor varejista. Não estando mais restritos pelos horários de fun­ci­o­na­mento das lojas físicas ou in­co­mo­da­dos com o fato de que devem se trans­por­tar até as lojas, clientes passaram a poder comprar a qualquer hora e de qualquer lugar. Graças a condições mais con­ve­ni­en­tes, o comércio online passou a mo­vi­men­tar bilhões de dólares anu­al­mente.

Embora grande parte do mercado virtual seja im­pul­si­o­nada por gigantes como o Maganize Luiza e a Amazon, seria um erro presumir que o mundo do e-commerce não dá espaço a startups e empresas menores. Seja uma forma de gerar renda passiva, de com­ple­men­tar as vendas das lojas físicas ou um modelo que opera ex­clu­si­va­mente online, uma busca rápida no Google revelará quantos pequenos negócios e em­pre­en­de­do­res in­di­vi­du­ais dependem da internet para vender seus produtos.

Quer entrar para o varejo online?

Atraído pela pers­pec­tiva de con­quis­tar sua própria fatia de mercado no varejo online, você elaborou seu plano de negócios, encontrou uma pla­ta­forma de e-commerce adequada e abasteceu o seu estoque. Feito isso, você estará pronto para fi­nal­mente começar e enviar seus primeiros pedidos, certo? Errado! Um outro passo, igual­mente im­por­tante, precisa ser con­si­de­rado antes que você abra, de fato, suas portas digitais: como qualquer outra entidade comercial, sua loja virtual deve ser segurada. Como men­ci­o­nado an­te­ri­or­mente, apre­sen­ta­re­mos aqui três di­fe­ren­tes tipos de seguro comumente ad­qui­ri­dos por pro­pri­e­tá­rios de lojas virtuais.

São estes os seguros:

  • Seguro de res­pon­sa­bi­li­dade civil ope­ra­ci­o­nal
  • Seguro de riscos ci­ber­né­ti­cos
  • Seguro de in­ter­rup­ção de negócios

Seguro de res­pon­sa­bi­li­dade civil ope­ra­ci­o­nal

Apesar de o nome “loja virtual” poder dar a entender que a loja não existe no mundo real, esta não difere muito dos modelos de negócios tra­di­ci­o­nais, como de lojas físicas. O que pode acontecer, por exemplo, se um fun­ci­o­ná­rio, cliente ou fiscal do governo se machucar enquanto visita o es­cri­tó­rio ou o depósito de uma loja virtual?

Casos de lesões corporais e danos materiais são passíveis de acontecer e, quando não de­vi­da­mente segurados, podem ra­pi­da­mente levar um negócio à in­sol­vên­cia. Não importa se você aluga um espaço ou opera de casa: se causar um dano a um terceiro, pode ser condenado a pagar in­de­ni­za­ções. Contratar uma apólice de seguro de res­pon­sa­bi­li­dade ope­ra­ci­o­nal (fre­quen­te­mente incluída em uma apólice de seguro de res­pon­sa­bi­li­dade civil geral) é fácil, apesar de bu­ro­crá­tico, mas pode ser o que impedirá suas portas de fecharem, se um acidente vir a ocorrer.

Seguro de riscos ci­ber­né­ti­cos

Cer­ta­mente você já deve ter ouvido histórias, ao menos nos jornais, en­vol­vendo ataques a ser­vi­do­res de grandes empresas ou ins­ti­tui­ções, para o roubo de dados sensíveis de clientes. Dois ataques que ficaram famosos nos últimos anos violaram dados ar­ma­ze­na­dos em ser­vi­do­res do eBay e da Target (cadeia de lojas de de­par­ta­men­tos dos Estados Unidos). Uma série de in­for­ma­ções sensíveis foram acessadas pelos invasores, incluindo in­for­ma­ções de cartões de crédito e débito, nomes, endereços físicos, números de telefone e endereços de e-mail.

Embora seja verdade que a maioria dos hackers tem alvos maiores do que lojas virtuais de tamanho médio, seria errado supor que esse tipo de negócio está seguro contra ataques, apenas porque não é uma empresa listada na Fortune 500. Como pro­pri­e­tá­rio de um negócio, é sua a res­pon­sa­bi­li­dade proteger as in­for­ma­ções pessoais que os seus clientes e con­su­mi­do­res confiam a você. Aqueles que sofrem ataques porque não adotam uma política abran­gente de segurança de dados podem vir a enfrentar pesadas con­sequên­cias legais e multas re­gu­la­tó­rias. Fe­liz­mente, você pode escolher entre muitas apólices que pro­te­ge­rão o seu negócio contra ataques. Alguns exemplos incluem:

  • Cobertura de violação de dados e gestão de crises: esta apólice ajuda pro­pri­e­tá­rios de negócios a lidarem com as con­sequên­cias re­sul­tan­tes de violações de segurança dos ser­vi­do­res. Custos legais, multas re­gu­la­tó­rias e suporte emer­gen­cial de TI cons­ti­tuem algumas das maiores despesas aqui.
  • Cobertura de extorsão: lida com perdas de­cor­ren­tes de ameaças de extorsão.
  • Cobertura de res­pon­sa­bi­li­dade civil para mídia: cobre danos re­sul­tan­tes de roubo de pro­pri­e­dade in­te­lec­tual ou de difamação de uma presença pro­fis­si­o­nal na web.

Seguro de in­ter­rup­ção de negócios

Muitas lojas virtuais adquirem um espaço web por in­ter­mé­dio de pro­ve­do­res (terceiros) ou dependem in­tei­ra­mente de uma pla­ta­forma de e-commerce para manter sua presença online e vender seus produtos. Em casos assim, o que acontece quando o servidor em que um site de vendas está hospedado de repente cai? Ge­ral­mente, a maioria dos pro­ve­do­res reage ra­pi­da­mente a essas situações, tornando períodos pro­lon­ga­dos de ina­ti­vi­dade um evento raro. Mesmo assim, incêndios, desastres naturais e outros acidentes podem vir a ocorrer, levando a extensas in­ter­rup­ções das operações co­mer­ci­ais.

Um seguro de in­ter­rup­ção de negócios busca mitigar essas perdas, ajudando a manter sua empresa em fun­ci­o­na­mento enquanto você tenta se reerguer. Outras ocor­rên­cias que podem ser cobertas por este tipo de seguro incluem:

  • Danos a estoque ou mer­ca­do­rias que já foram vendidos (por exemplo, como resultado de um incêndio ou tem­pes­tade).
  • Perdas re­sul­tan­tes da ne­ces­si­dade de relocação, devido a danos não in­ten­ci­o­nais à lo­ca­li­dade do seu negócio.

Resumo: Conheça os riscos antes de colocar sua loja no ar

Qualquer em­pre­en­di­mento comercial envolve algum grau de risco, e o mesmo se aplica a ad­mi­nis­trar uma loja virtual: ine­vi­ta­vel­mente, você precisará contrair em­prés­ti­mos para financiar o seu estoque ou com­po­nen­tes de hardware e pacotes de software ne­ces­sá­rios. Fatores externos, como o estado da economia ou mudanças na moda e no gosto dos con­su­mi­do­res, também podem afetar as vendas. Contudo, há formas de se reduzir os riscos ao ad­mi­nis­trar o seu próprio negócio.

Proteger-se com as apólices de seguro adequadas é uma maneira de se mitigar essas possíveis perdas. Todo pro­pri­e­tá­rio de um negócio deve se informar sobre a vasta oferta de di­fe­ren­tes apólices. Em alguns casos, pode valer a pena marcar um horário com um agente de seguros para descobrir quais ofertas são mais adequadas para você.

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