A pu­bli­ci­dade em mídias sociais funciona de forma distinta em cada pla­ta­forma, com variações em formatos, públicos-alvo e mecânicas. No entanto, muitos prin­cí­pios fun­da­men­tais per­ma­ne­cem con­sis­ten­tes, per­mi­tindo que as campanhas sejam pla­ne­ja­das, exe­cu­ta­das e ge­ren­ci­a­das com abor­da­gens se­me­lhan­tes em di­fe­ren­tes redes.

Resumo

A pu­bli­ci­dade em mídias sociais (social ad­ver­ti­sing) engloba ati­vi­da­des pro­mo­ci­o­nais pagas (social ads) em pla­ta­for­mas sociais.

  • As campanhas oferecem grande alcance e controle total dos custos, e reduzem o des­per­dí­cio de alcance.
  • A seg­men­ta­ção entrega os anúncios a públicos definidos por in­te­res­ses, idade, gênero e lo­ca­li­za­ção.
  • As tec­no­lo­gias de ras­tre­a­mento registram as in­te­ra­ções dos usuários para análise no Ads Manager.
  • A proteção de dados no Brasil é regida pela LGPD e exige trans­pa­rên­cia, bases legais adequadas e respeito aos direitos dos titulares.

O que é social ad­ver­ti­sing?

A pu­bli­ci­dade em mídias sociais, também conhecida como social ad­ver­ti­sing, envolve ati­vi­da­des pro­mo­ci­o­nais pagas em pla­ta­for­mas sociais. Esses anúncios costumam ser chamados de conteúdo pa­tro­ci­nado ou pago. A pu­bli­ci­dade em mídias sociais é um aspecto fun­da­men­tal do marketing em mídias sociais. Di­fe­ren­te­mente do conteúdo orgânico de usuários (como posts ou co­men­tá­rios), esses anúncios devem sempre ser iden­ti­fi­ca­dos como promoções pagas. Um anúncio in­di­vi­dual é chamado de social ad (abre­vi­a­ção de “social ad­ver­ti­se­ment”).

O formato de um social ad pode variar sig­ni­fi­ca­ti­va­mente de­pen­dendo da pla­ta­forma. Além do tra­di­ci­o­nal display marketing com imagens ou vídeos, algumas pla­ta­for­mas também oferecem suporte a formatos de pu­bli­ci­dade in­te­ra­ti­vos ou mais criativos. A pu­bli­ci­dade em mídias sociais pode ser usada para promover empresas, marcas, produtos, serviços e até conteúdo editorial. O marketing de conteúdo por meio de social ads também é uma prática comum.

Quanto custam os espaços de anúncios em social ad­ver­ti­sing?

Os anun­ci­an­tes nor­mal­mente veiculam social ads usando as fer­ra­men­tas de ge­ren­ci­a­mento de anúncios da própria pla­ta­forma. Em alguns casos (por exemplo, para grandes inserções especiais ou reservas), as con­tra­ta­ções são feitas por meio de contato direto com a equipe de vendas. Critérios de seg­men­ta­ção são usados para de­ter­mi­nar quais usuários podem ver os anúncios. Como várias campanhas costumam mirar o mesmo público, a pla­ta­forma decide em tempo real qual anúncio será exibido para cada espaço pu­bli­ci­tá­rio dis­po­ní­vel.

O próprio lance é im­por­tante, mas fatores como a resposta esperada do usuário ou sinais de qualidade e re­le­vân­cia também de­sem­pe­nham um papel. O preço efe­ti­va­mente cobrado depende do leilão es­pe­cí­fico e da lógica de lances, que pode variar conforme a pla­ta­forma. No entanto, o valor cobrado nunca excederá o lance ou limite de custo definido.

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Como a pu­bli­ci­dade em mídias sociais pode be­ne­fi­ciar o seu negócio?

A pu­bli­ci­dade em mídias sociais oferece uma série de vantagens em relação aos formatos tra­di­ci­o­nais, como impressos, rádio ou TV, bem como em com­pa­ra­ção com outras formas de pu­bli­ci­dade on-line, como pu­bli­ci­dade em me­ca­nis­mos de busca, banners ou pop-ups:

  • Alta amplitude de alcance graças ao grande número de usuários ativos em mídias sociais
  • Excelente seg­men­ta­ção do público desejado com uma ampla variedade de opções de seg­men­ta­ção
  • Ras­tre­a­mento au­to­má­tico da interação do usuário com social ads (cliques, vi­su­a­li­za­ções etc.) graças a diversas tec­no­lo­gias de ras­tre­a­mento
  • Análise e medição de de­sem­pe­nho precisas da pu­bli­ci­dade em mídias sociais
  • Opor­tu­ni­da­des pro­mis­so­ras de pu­bli­ci­dade com total controle de custos – mesmo para or­ça­men­tos reduzidos

A seg­men­ta­ção, o ras­tre­a­mento e a análise das campanhas de anúncios em social ad­ver­ti­sing pro­por­ci­o­nam uma vantagem sig­ni­fi­ca­tiva em relação a outras pla­ta­for­mas de pu­bli­ci­dade.

Seg­men­ta­ção na pu­bli­ci­dade em mídias sociais

Na pu­bli­ci­dade em mídias sociais, seg­men­ta­ção refere-se à entrega seletiva de anúncios para contas de usuários que pertencem a um público-alvo pre­vi­a­mente definido. A gama de opções de seg­men­ta­ção varia de acordo com a pla­ta­forma. No entanto, todos os prin­ci­pais serviços de mídias sociais oferecem algumas ca­rac­te­rís­ti­cas básicas que você pode usar para res­trin­gir o público-alvo da sua campanha de anúncios:

  • In­te­res­ses dos usuários (derivados de suas in­te­ra­ções e do consumo de conteúdo dentro da pla­ta­forma de mídia social)
  • Idade
  • Gênero
  • Lo­ca­li­za­ção

Mas, por meio de técnicas como o re­tar­ge­ting e outras fontes externas, os ope­ra­do­res de pla­ta­for­mas de mídias sociais também podem ter acesso a muitos sinais adi­ci­o­nais de seus usuários. De­pen­dendo da pla­ta­forma e dos dados dis­po­ní­veis, não é incomum haver in­for­ma­ções sobre estado civil, ocupação, renda familiar apro­xi­mada, entre muitas outras, mesmo que os usuários não tenham fornecido nenhum desses dados na rede social.

Na prática, muitos anun­ci­an­tes também trabalham com públicos per­so­na­li­za­dos. Eles podem incluir vi­si­tan­tes do site ou do app, bem como listas de clientes. De­pen­dendo da pla­ta­forma, você também pode criar grupos de público se­me­lhan­tes, co­nhe­ci­dos como lo­o­ka­li­kes. Além disso, muitas redes oferecem expansão au­to­má­tica de público. Essa base de dados pro­por­ci­ona uma vantagem clara para os anun­ci­an­tes, vi­a­bi­li­zando inúmeras opções de seg­men­ta­ção. Como resultado, a pu­bli­ci­dade em mídias sociais muitas vezes reduz o des­per­dí­cio de alcance de forma mais eficaz do que formatos tra­di­ci­o­nais como TV, rádio ou mídia impressa.

Ras­tre­a­mento e medição de de­sem­pe­nho de social ads

O amplo co­nhe­ci­mento, es­pe­ci­al­mente sobre o com­por­ta­mento dos usuários, se deve em parte ao fato de que muitos cliques e in­te­ra­ções com um social ad são re­gis­tra­dos au­to­ma­ti­ca­mente pela pla­ta­forma como parte de seu sistema de men­su­ra­ção. Muitas redes sociais dis­po­ni­bi­li­zam esses dados para seus parceiros de pu­bli­ci­dade para análise de campanhas. Isso não apenas mostra se uma campanha pu­bli­ci­tá­ria foi bem-sucedida de forma geral, mas também revela fatores menores que in­flu­en­ciam o de­sem­pe­nho da campanha.

Alguns serviços de mídias sociais também permitem testes A/B para anúncios. Nesse caso, duas variantes de criativos, po­si­ci­o­na­men­tos ou públicos de anúncios, li­gei­ra­mente di­fe­ren­tes, são testadas sis­te­ma­ti­ca­mente entre si. Isso ge­ral­mente ocorre em paralelo dentro de uma con­fi­gu­ra­ção de teste definida. Graças ao ras­tre­a­mento, os anun­ci­an­tes podem então de­ter­mi­nar qual variante apresenta melhor de­sem­pe­nho e deve ser pri­o­ri­zada na campanha.

Nota

O que é es­pe­ci­al­mente útil é que as redes sociais processam au­to­ma­ti­ca­mente os dados coletados para os anun­ci­an­tes. Pra­ti­ca­mente todas as pla­ta­for­mas têm uma fer­ra­menta (ge­ral­mente chamada de Ads Manager) que fornece aos anun­ci­an­tes diversas es­ta­tís­ti­cas sobre o de­sem­pe­nho de suas campanhas. Nela, é possível filtrar, segmentar e analisar métricas e gráficos por di­fe­ren­tes critérios, como públicos, po­si­ci­o­na­men­tos ou dis­po­si­ti­vos.

Prin­ci­pais pla­ta­for­mas para pu­bli­ci­dade em mídias sociais

A seguir, apre­sen­ta­mos as pla­ta­for­mas de mídias sociais mais re­le­van­tes para anun­ci­an­tes. Ofe­re­ce­mos uma visão geral dos formatos de anúncios dis­po­ní­veis e das opções que você tem para con­fi­gu­rar, gerenciar e analisar campanhas pu­bli­ci­tá­rias.

Facebook

A maior vantagem do Facebook é reunir muitos po­ten­ci­ais clientes de grupos-alvo muito di­fe­ren­tes. Por isso, o Facebook é adequado para campanhas de pu­bli­ci­dade em mídias sociais para muitos produtos e serviços. Ao mesmo tempo, o Facebook é uma pla­ta­forma con­so­li­dada de social ads há muitos anos, de modo que muitos anun­ci­an­tes estão ativos ali. No entanto, isso traz um lado negativo: a con­cor­rên­cia pelos espaços de anúncios dis­po­ní­veis é acirrada.

Com o aumento da con­cor­rên­cia, é com­pre­en­sí­vel que os custos dos anúncios no Facebook possam subir ou oscilar sig­ni­fi­ca­ti­va­mente, de­pen­dendo do setor, do público-alvo e da sa­zo­na­li­dade. No entanto, isso ge­ral­mente não deve impedir você de utilizar o Facebook. É possível definir exa­ta­mente quanto dinheiro deseja investir em sua campanha de anúncios e assim manter o controle sobre o orçamento de mídia. Lembre-se, porém, de que um orçamento fixo não garante au­to­ma­ti­ca­mente um preço fixo por resultado — os custos reais também dependem do leilão, do público, dos po­si­ci­o­na­men­tos e da qualidade do anúncio.

Se você deseja veicular anúncios no Facebook, precisa não apenas de sua própria conta, mas também de um portfólio comercial na Meta Business Suite. Nele, você gerencia, entre outros itens, sua conta de anúncios, direitos de acesso, formas de pagamento e prin­ci­pais recursos de pu­bli­ci­dade, e então controla suas campanhas no Ads Manager.

Instagram

Assim como o Facebook, o Instagram faz parte do grupo Meta e é ge­ren­ci­ado dentro do mesmo ecos­sis­tema de pu­bli­ci­dade (Meta Ads Manager). Quando se trata de alcance orgânico no Instagram hoje, o fator decisivo é o que o algoritmo clas­si­fica como relevante. O conteúdo é exibido não apenas para se­gui­do­res, mas também im­pul­si­o­nado, por meio de re­co­men­da­ções, para novos públicos-alvo. Os Reels são atu­al­mente a principal alavanca aqui, pois con­tri­buem de forma sig­ni­fi­ca­tiva para o cres­ci­mento da sua base de se­gui­do­res.

No Instagram, os formatos de anúncios são em sua maioria os mesmos do Facebook e são ge­ren­ci­a­dos pelo mesmo sistema de pu­bli­ci­dade da Meta. A criação, vei­cu­la­ção e análise de anúncios no Instagram são, portanto, re­a­li­za­das em paralelo por meio do Meta Ads Manager. Você configura as campanhas uma vez, escolhe o Instagram como um po­si­ci­o­na­mento (ou opta por po­si­ci­o­na­men­tos au­to­má­ti­cos) e pode então avaliar o de­sem­pe­nho em conjunto ou se­pa­ra­da­mente por pla­ta­forma.

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TikTok

O TikTok difere do Facebook e do Instagram prin­ci­pal­mente porque seu alcance é am­pla­mente im­pul­si­o­nado pelo feed “For You” e pelo algoritmo. O conteúdo é ra­pi­da­mente exibido para quem não é seguidor se tiver bom de­sem­pe­nho. Para anúncios no TikTok, isso significa que os anúncios em vídeo in-feed são nor­mal­mente os mais im­por­tan­tes, pois se integram de forma natural ao feed “For You” e podem ser usados tanto para alcance quanto para per­for­mance. Na prática, os Spark Ads são es­pe­ci­al­mente re­le­van­tes porque “im­pul­si­o­nam” pu­bli­ca­ções orgânicas exis­ten­tes no TikTok como anúncios, com in­te­ra­ções como curtidas, co­men­tá­rios, com­par­ti­lha­men­tos e novos se­gui­do­res atri­buí­das à pu­bli­ca­ção orgânica. Além disso, a pla­ta­forma oferece:

  • TopView: po­si­ci­o­na­mento premium que aparece de forma muito destacada quando os usuários abrem o app, gerando ra­pi­da­mente um alto nível de atenção.
  • Branded Hashtag Challenge: formato de campanha em que os usuários são in­cen­ti­va­dos a par­ti­ci­par com uma hashtag e criar seu próprio conteúdo sobre o tema.
  • Branded Effects: elementos in­te­ra­ti­vos de realidade aumentada, como filtros, fi­gu­ri­nhas ou efeitos que os usuários podem aplicar em seus próprios vídeos.

No TikTok Ads Manager, as campanhas são es­tru­tu­ra­das de forma simples em três níveis, se­me­lhante à Meta: Campanha, Grupo de Anúncios e Anúncio. No nível de campanha, você define o objetivo (como alcance, vi­su­a­li­za­ções de vídeo, tráfego ou con­ver­sões). No Grupo de Anúncios, você configura então as prin­ci­pais opções de vei­cu­la­ção, público-alvo, po­si­ci­o­na­men­tos e cro­no­grama, e determina como o TikTok deve otimizar para re­sul­ta­dos.

Para o orçamento, você tem duas opções prin­ci­pais: Orçamento Diário ou Orçamento Total. Os or­ça­men­tos podem ser definidos tanto no nível da campanha quanto no grupo de anúncios, e o TikTok utiliza or­ça­men­tos mínimos para garantir uma vei­cu­la­ção estável. Se você tiver vários grupos de anúncios dentro de uma campanha, também pode usar a Oti­mi­za­ção de Orçamento de Campanha (CBO). Nesse caso, você define um orçamento de campanha e o TikTok o distribui au­to­ma­ti­ca­mente entre os grupos de anúncios com maior pro­ba­bi­li­dade de gerar os melhores re­sul­ta­dos.

X

A X (antigo Twitter) é fun­ci­o­nal­mente muito diferente do Facebook e do Instagram. Em vez de um feed for­te­mente in­flu­en­ci­ado pelo grafo social e por imagens, a X foca na co­mu­ni­ca­ção em tempo real, em que temas, notícias, dis­cus­sões e palavras-chave/ten­dên­cias de­ter­mi­nam o que os usuários veem e com o que interagem. Como resultado, os anúncios na X nor­mal­mente se as­se­me­lham a postagens comuns e são pensados para alcance, atenção e reações na timeline.

A pu­bli­ci­dade na X se mistura vi­su­al­mente ao conteúdo orgânico. Os anúncios pro­mo­vi­dos parecem postagens comuns e são iden­ti­fi­ca­dos como anúncios com uma pequena indicação, como “Ad” ou “Promoted”. Embora os po­si­ci­o­na­men­tos ocorram prin­ci­pal­mente no feed, de­pen­dendo da campanha, eles também podem aparecer em outras áreas, como busca ou perfis. As prin­ci­pais famílias de po­si­ci­o­na­mento e formato incluem:

  • Promoted Ads (Feed Ads): postagens padrão que podem ser exibidas como anúncios em texto, imagem, vídeo ou carrossel e podem receber curtidas, co­men­tá­rios e re­pos­ta­gens como qualquer postagem comum.
  • Anúncios para cres­ci­mento de se­gui­do­res e conta: anúncios de­sen­vol­vi­dos para aumentar visitas ao perfil e novos se­gui­do­res.
  • Formatos de takeover e ten­dên­cias: são “po­si­ci­o­na­men­tos de anúncios premium” na X que têm alta vi­si­bi­li­dade porque aparecem di­re­ta­mente na área Explorar/Ten­dên­cias, em vez de entre as postagens comuns no feed.
  • Ambientes de vídeo: aqui, sua pu­bli­ci­dade em mídias sociais é exibida antes, durante ou ao lado de vídeos pro­fis­si­o­nais na X. Assim, ela não aparece apenas como um vídeo comum no feed, mas dentro de uma pro­gra­ma­ção em vídeo com conteúdo de pu­blishers (por exemplo, notícias, esportes ou clipes de creators).

Assim como no Facebook e no Instagram, toda campanha na X começa com um objetivo cla­ra­mente definido. Esse objetivo determina como o sistema otimiza a vei­cu­la­ção, seja o foco maximizar o alcance (awareness), estimular in­te­ra­ções (en­ga­ja­mento), aumentar vi­su­a­li­za­ções de vídeo ou in­cen­ti­var os usuários a visitar um site ou loja on-line e realizar uma ação (tráfego ou vendas). Para pro­ve­do­res de apps, também estão dis­po­ní­veis objetivos como ins­ta­la­ções.

O controle e a men­su­ra­ção de per­for­mance, de forma se­me­lhante ao Meta Ads Manager, são feitos de forma cen­tra­li­zada no X Ads Manager. Lá, você define seu orçamento como diário ou total, determina o período de vei­cu­la­ção, escolhe o público-alvo e es­pe­ci­fica a es­tra­té­gia de lance, baseada em um modelo de leilão. Os re­la­tó­rios exibem então métricas im­por­tan­tes, como im­pres­sões e alcance, in­te­ra­ções, vi­su­a­li­za­ções de vídeo e cliques em links, bem como o res­pec­tivo custo por resultado, como CPM, CPC ou custo por interação.

Snapchat

O Snapchat depende ainda mais de conteúdo rápido, vertical e em tela cheia e de um uso centrado na câmera. Em vez de uma ex­pe­ri­ên­cia clássica de feed como no Facebook, o Snapchat foca em deslizar por clipes curtos em tela cheia. Na prática, portanto, o formato mais relevante é o Single Image / Video Ad (Snap Ads), pois é usado com mais frequên­cia como “formato padrão” e parece mais natural na ex­pe­ri­ên­cia do usuário. O Snapchat também oferece formatos adi­ci­o­nais de pu­bli­ci­dade em mídias sociais, como Story Ads, Col­lec­tion Ads, Com­mer­ci­als ou po­si­ci­o­na­men­tos em vídeo e anúncios/lentes de RA para efeitos in­te­ra­ti­vos.

A pu­bli­ci­dade no Snapchat é ge­ren­ci­ada de forma cen­tra­li­zada no Snapchat Ads Manager. Primeiro, você seleciona um objetivo de campanha. O Snapchat atribui esses objetivos, por exemplo, às ca­te­go­rias Awareness & En­ga­ge­ment, Traffic, Leads, App Promotion e Sales. Em seguida, você cria sua campanha em três etapas: campanha, conjunto de anúncios e anúncio. Para o orçamento, é possível definir um orçamento diário ou um orçamento total. Você pode gerenciar os or­ça­men­tos tanto no nível da campanha quanto no nível do conjunto de anúncios e ajustá-los a qualquer momento.

Pinterest

Com a pu­bli­ci­dade no Pinterest, o foco é menos em conversas “sociais” contínuas e mais em busca visual e ins­pi­ra­ção com intenção concreta de compra e pla­ne­ja­mento. Assim, os anúncios sociais se parecem com Pins comuns e aparecem onde os usuários estão navegando ou pes­qui­sando ati­va­mente, como no feed inicial/feeds de ca­te­go­rias e em re­sul­ta­dos de busca re­le­van­tes.

Na prática, o formato mais im­por­tante e mais utilizado é o Pin padrão como anúncio (uma única imagem com título/texto e um link), pois se encaixa de forma mais natural no fluxo do Pinterest e pode funcionar tanto durante a navegação quanto na busca. Além disso, os formatos de pu­bli­ci­dade em mídias sociais dis­po­ní­veis incluem anúncios em vídeo, formatos carrossel ou mul­ti­e­le­men­tos e formatos de coleção.

Tudo é ge­ren­ci­ado de forma cen­tra­li­zada no Pinterest Ads Manager usando uma estrutura clara de campanha, grupo de anúncios e anúncio. No grupo de anúncios, você define se sua pu­bli­ci­dade em mídias sociais deve aparecer mais durante a navegação, na busca ou em ambas as áreas. Para o orçamento, você pode definir um limite no nível da campanha, de­pen­dendo da con­fi­gu­ra­ção, e gerenciar os or­ça­men­tos para que o Pinterest aloque au­to­ma­ti­ca­mente os gastos para os grupos de anúncios com melhor de­sem­pe­nho. Para con­fi­gu­ra­ções de per­for­mance mais au­to­ma­ti­za­das, também existe o Pinterest Per­for­mance+, que sim­pli­fica a criação de campanhas e, de­pen­dendo do seu objetivo, pode gerar au­to­ma­ti­ca­mente variantes de shopping e de coleção a partir de um catálogo de produtos.

LinkedIn

O LinkedIn é uma rede pro­fis­si­o­nal em que os usuários interagem com uma “men­ta­li­dade de negócios”, e a seg­men­ta­ção é for­te­mente focada em atributos pro­fis­si­o­nais, como cargo, setor, porte da empresa ou com­pe­tên­cias. Na prática, o formato de pu­bli­ci­dade em mídias sociais mais relevante costuma ser o Sponsored Content no feed (prin­ci­pal­mente anúncios de imagem única ou vídeos), pois esses anúncios se misturam per­fei­ta­mente às postagens orgânicas e são ideais para alcance, tráfego e geração de leads. Além do Sponsored Content, o LinkedIn oferece outros formatos de pu­bli­ci­dade em mídias sociais, incluindo:

  • Anúncios em vídeo: anúncios em vídeo no feed que podem ser oti­mi­za­dos para atenção e vi­su­a­li­za­ções de vídeo.
  • Anúncios em carrossel: anúncios com vários cards pelos quais os membros podem deslizar ho­ri­zon­tal­mente.
  • Anúncios de documento: do­cu­men­tos como PDFs são pro­mo­vi­dos di­re­ta­mente no feed para que os usuários possam visualizá-los ou baixá-los sem sair do LinkedIn.
  • Anúncios de evento: um formato para promover eventos do LinkedIn di­re­ta­mente no feed, por exemplo, antes, durante ou após o evento.
  • Anúncios de texto: anúncios de texto simples exibidos no lado direito ou na parte superior do LinkedIn na versão para desktop.
  • Anúncios dinâmicos: anúncios per­so­na­li­za­dos que incluem au­to­ma­ti­ca­mente dados do perfil, como a foto de perfil, por exemplo, como anúncios de se­gui­do­res, anúncios em destaque (spotlight ads) ou anúncios de vagas.
  • Sponsored Messaging (Message ads): mensagens pu­bli­ci­tá­rias que chegam como anúncios na caixa de entrada do LinkedIn Messaging e podem incluir um CTA claro.
  • Sponsored Messaging (Con­ver­sa­tion ads): anúncios em formato de chat no messaging em que os usuários clicam em uma “conversa” usando respostas pre­de­fi­ni­das.
  • Lead Gen Forms: for­mu­lá­rios de geração de leads pré-pre­en­chi­dos que podem ser anexados a formatos de anúncios es­pe­cí­fi­cos (por exemplo, Sponsored Messaging) para que os leads sejam cap­tu­ra­dos di­re­ta­mente dentro do LinkedIn.

Anúncios no LinkedIn são ge­ren­ci­a­dos de forma cen­tra­li­zada pelo Campaign Manager. Nessa pla­ta­forma, você segue uma estrutura clara para definir seu objetivo, público-alvo, po­si­ci­o­na­men­tos e criativos. Você pode gerenciar or­ça­men­tos como orçamento diário, orçamento total ou uma com­bi­na­ção de ambos para monitorar os gastos diários e os limites gerais. Para acom­pa­nhar a per­for­mance, utilize os re­la­tó­rios no Campaign Manager e, se ne­ces­sá­rio, use a LinkedIn Insight Tag para men­su­ra­ção de con­ver­sões e re­tar­ge­ting em sua pu­bli­ci­dade em mídias sociais.

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Pu­bli­ci­dade em mídias sociais e proteção de dados no Brasil

No Brasil, a proteção de dados para pu­bli­ci­dade em mídias sociais é moldada prin­ci­pal­mente pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e pelas ori­en­ta­ções e re­gu­la­men­ta­ções da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A LGPD es­ta­be­lece regras para o tra­ta­mento de dados pessoais, incluindo prin­cí­pios de trans­pa­rên­cia, fi­na­li­dade e segurança, que também se aplicam quando in­for­ma­ções pessoais são usadas para pu­bli­ci­dade, seg­men­ta­ção ou ras­tre­a­mento.

Os anun­ci­an­tes devem cumprir as exi­gên­cias da LGPD e as ori­en­ta­ções da ANPD, que se con­cen­tram em trans­pa­rên­cia, uso adequado dos dados e adoção de medidas de segurança, es­pe­ci­al­mente quando in­for­ma­ções pessoais são usadas para seg­men­ta­ção ou ras­tre­a­mento.

Além da LGPD, outras normas bra­si­lei­ras podem afetar a pu­bli­ci­dade e o tra­ta­mento de dados pessoais, de­pen­dendo da atividade e do contexto. A LGPD oferece aos titulares direitos como acesso, correção e exclusão de dados, além da pos­si­bi­li­dade de revogar o con­sen­ti­mento quando essa for a base legal utilizada para o tra­ta­mento.

Na prática, isso significa que os anun­ci­an­tes precisam estar atentos aos me­ca­nis­mos de con­sen­ti­mento e às demais bases legais apli­cá­veis ao tra­ta­mento de dados. Muitas pla­ta­for­mas de pu­bli­ci­dade também oferecem controles que ajudam os anun­ci­an­tes a respeitar as escolhas dos usuários, como con­fi­gu­ra­ções para limitar o ras­tre­a­mento ou usar dados primários (first-party data) em vez de iden­ti­fi­ca­do­res de terceiros.

A trans­pa­rên­cia continua sendo um princípio central no Brasil, onde os anun­ci­an­tes devem deixar claro como os dados são usados na seg­men­ta­ção e men­su­ra­ção, garantir que os titulares tenham acesso a in­for­ma­ções re­le­van­tes sobre as práticas de tra­ta­mento de dados e respeitar os direitos e demais proteções previstos pela LGPD e pelas ori­en­ta­ções da ANPD.

Nota

O ras­tre­a­mento é cada vez mais im­ple­men­tado de forma “sem cookies” (co­o­ki­e­less), o que significa que as empresas dependem menos de cookies de terceiros, que acom­pa­nham os usuários em di­fe­ren­tes sites. Em vez disso, elas se con­cen­tram mais em sinais do próprio site ou app, men­su­ra­ção via servidor (server-side) e con­ver­sões modeladas. Quando nem todos os sinais estão dis­po­ní­veis, con­ver­sões ausentes são estimadas usando métodos es­ta­tís­ti­cos.

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