Um software de vir­tu­a­li­za­ção é capaz de de­sa­co­plar um sistema ope­ra­ci­o­nal de um hardware, pos­si­bi­li­tando um ge­ren­ci­a­mento mais eficiente de poderosos recursos de TI. Entre outras coisas, ele permite a execução de várias máquinas virtuais (VMs) em um servidor físico, além de conseguir im­ple­men­tar in­fra­es­tru­tu­ras de TI es­ca­lá­veis por meio de grandes fazendas de cálculos.

Conheça os melhores softwares de vir­tu­a­li­za­ção do mercado com a nossa com­pa­ra­ção.

Tabela com­pa­ra­tiva entre os softwares de vir­tu­a­li­za­ção

Listamos aqui as as prin­ci­pais ca­rac­te­rís­ti­cas dos melhores softwares de vir­tu­a­li­za­ção dis­po­ní­veis, para que você possa fa­cil­mente compará-las. Mais à frente, apre­sen­ta­re­mos cada um destes programas em mais detalhes.

Software Sistema ope­ra­ci­o­nal host Custo
Microsoft Hyper-V Manager Windows 10 En­ter­prise/Pro/Education de 64 bits gratuito
VMware Works­ta­tion Pro Windows ou Linux de 64 bits; a partir do Windows 8 ou Windows Server 2012 $$
Oracle Vir­tu­al­Box Windows ou Linux de 64 bits; a partir do Windows 8.1 ou Windows Server 2012 gratuito
VMware Fusion Pro macOS $$$
Parallels Desktop for Mac macOS 10.13, de High Sierra a 12 Monterey $
KVM Linux de 32 e 64 bits gratuito
QEMU macOS, Windows e Linux de 32 e 64 bits gratuito
OpenVZ Linux de 32 e 64 bits gratuito
Dados de abril de 2024

O que é vir­tu­a­li­za­ção?

Vir­tu­a­li­za­ção é um conceito fun­da­men­tal de tec­no­lo­gia da in­for­ma­ção (TI). Ba­si­ca­mente, o processo im­ple­menta uma camada de abstração entre o hardware físico e o sistema ope­ra­ci­o­nal, ou entre o sistema ope­ra­ci­o­nal e uma aplicação. Essa abstração de recursos físicos, como de hardware, software, ar­ma­ze­na­mento e com­po­nen­tes de rede, tem por objetivo prove-los em nível virtual e distribuí-los de maneira flexível e sob demanda. Este é, inclusive, o benefício central da vir­tu­a­li­za­ção.

Como funciona um software de vir­tu­a­li­za­ção?

Recursos de softwares de vir­tu­a­li­za­ção variam a depender do objetivo pre­ten­dido. Para a re­a­li­za­ção de vir­tu­a­li­za­ções de hardware, é comum que um hi­per­vi­sor seja utilizado. O hi­per­vi­sor funciona como uma interface entre o hardware físico e as máquinas virtuais. Nor­mal­mente, ele roda em um sistema ope­ra­ci­o­nal es­pe­cí­fico (sistema ope­ra­ci­o­nal host) e fornece um hardware vir­tu­a­li­zado para um sistema ope­ra­ci­o­nal convidado. Existem dois tipos de hi­per­vi­so­res:

Tipo de Hi­per­vi­sor De­sig­na­Ã§Ã£o Descrição Exemplos
Hi­per­vi­sor tipo 1 nativo ou bare-metal Hi­per­vi­so­res tipo-1 rodam di­re­ta­mente no hardware físico (bare-metal) ou são in­te­gra­dos ao sistema ope­ra­ci­o­nal host (nativo): Hardware → Hi­per­vi­sor/Sistema ope­ra­ci­o­nal host → Sistema ope­ra­ci­o­nal convidado Hyper-V; KVM
Hi­per­vi­sor tipo 2 hospedado Hi­per­vi­so­res tipo-2 rodam em um sistema ope­ra­ci­o­nal host: Hardware → Sistema ope­ra­ci­o­nal host → Hi­per­vi­sor → Sistema ope­ra­ci­o­nal convidado Vir­tu­al­Box; VMware Fusion
Nota

Alguns sistemas ope­ra­ci­o­nais con­vi­da­dos exigem um sistema ope­ra­ci­o­nal host es­pe­cí­fico. Por exemplo, o macOS, como convidado, só pode ser executado em um host também macOS.

Em vir­tu­a­li­za­ções em nível do sistema ope­ra­ci­o­nal, softwares de vir­tu­a­li­za­ção devem ser capazes de criar ambientes de execução isolados, com base no sistema ope­ra­ci­o­nal. Docker, Ku­ber­ne­tes e OpenVZ são exemplos co­nhe­ci­dos de softwares de vir­tu­a­li­za­ção que funcionam em nível do sistema ope­ra­ci­o­nal.

Para que serve um software de vir­tu­a­li­za­ção?

Softwares de vir­tu­a­li­za­ção são usados para criar máquinas virtuais com base em um hardware físico. Esse processo, conhecido como pro­vi­si­o­na­mento, compõe a base de pla­ta­for­mas em nuvem es­ca­lá­veis. O Amazon Web Services (AWS) e suas al­ter­na­ti­vas, por exemplo, pos­si­bi­li­tam a in­fra­es­tru­tura como serviço (IaaS), ou seja, a provisão au­to­ma­ti­zada de hardwares vir­tu­a­li­za­dos por um único clique.

Máquinas virtuais (VMs) oferecem uma vantagem decisiva quando com­pa­ra­das a sistemas ope­ra­ci­o­nais ins­ta­la­dos em hardwares físicos. O estado de uma máquina virtual pode ser salvo como um snapshot, o que pos­si­bi­lita o retorno imediato a um estado anterior, em situações de emer­gên­cia.

Outra vantagem de alguns softwares de vir­tu­a­li­za­ção é que eles pos­si­bi­li­tam o acesso a sistemas remotos. Na vir­tu­a­li­za­ção de desktops, por exemplo, o software de máquina virtual é executado lo­cal­mente enquanto a máquina virtual em si é executada por um host remoto. A partição de um sistema ope­ra­ci­o­nal em múltiplos sistemas isolados entre si também oferece be­ne­fí­cios de segurança.

Quais são os melhores softwares de vir­tu­a­li­za­ção?

Nos pa­rá­gra­fos que seguem, apre­sen­ta­re­mos, em detalhes, os melhores softwares de vir­tu­a­li­za­ção exis­ten­tes. Excluímos hi­per­vi­so­res bare-metal, como o ESXi e o Xen, dessa com­pa­ra­ção, assim como fer­ra­men­tas para a vir­tu­a­li­za­ção de con­têi­ne­res puros, como o Docker, o Ku­ber­ne­tes e o OpenShift. Aqui, focaremos em softwares de vir­tu­a­li­za­ção para usuários, agrupando-os por sistema ope­ra­ci­o­nal convidado. Observe que di­fe­ren­tes versões de programas de vir­tu­a­li­za­ção podem acarretar di­fe­ren­tes custos.

Os melhores softwares de vir­tu­a­li­za­ção para Windows

Tra­di­ci­o­nal­mente, o Windows é tido como re­la­ti­va­mente fraco em termos de vir­tu­a­li­za­ção, quando comparado ao Linux, que tem muito mais destaque na área. No entanto, esse cenário começou a mudar. O Hyper-V da Microsoft, por exemplo, já integra as versões mais modernas desse sistema ope­ra­ci­o­nal — a tec­no­lo­gia também serve de base para o Windows Subsystem for Linux (WSL) 2. Executar várias dis­tri­bui­ções Linux sob o Windows, em máquinas virtuais de alto de­sem­pe­nho, pode ser par­ti­cu­lar­mente in­te­res­sante para de­sen­vol­ve­do­res.

No Windows, softwares de vir­tu­a­li­za­ção oferecem vantagens especiais: máquinas virtuais permitem que seus usuários trabalhem com segurança em ambientes isolados, uma vez que esse sistema ope­ra­ci­o­nal oni­pre­sente sofre cons­tan­tes ameaças por drivers, vírus e cavalos de Troia. Ainda, esses programas permitem a criação de snapshots, que pos­si­bi­li­tam o retorno a um estado seguro em caso de dano.

Microsoft Hyper-V Manager

Imagem: Captura de tela do software de virtualização Microsoft Hyper V
O software de vir­tu­a­li­za­ção Hyper-V vem integrado ao Windows 10. Fonte: https://docs.microsoft.com/en-us/vir­tu­a­li­za­tion/hyper-v-on-windows

O Hyper-V Manager da Microsoft é parte in­te­grante do Windows Server 2008 e de suas versões pos­te­ri­o­res. Ele permite a gestão de máquinas virtuais nas edições Windows 10 En­ter­prise, Pro­fes­si­o­nal e Education. Ainda, o software de vir­tu­a­li­za­ção é gratuito, embora tenha custos as­so­ci­a­dos à licença para Windows 10.

O Hyper-V Manager é capaz de gerenciar hosts do Hyper-V e de máquinas virtuais locais ou remotas. Sua interface gráfica de usuário permite a ad­mi­nis­tra­ção de ambientes virtuais com total conforto, por uma pla­ta­forma central.

VMware Works­ta­tion Pro

Imagem: Captura de tela do software de virtualização VMWare Workstation Pro
VMware Works­ta­tion Pro é um poderoso software de vir­tu­a­li­za­ção. Fonte: https://www.vmware.com/products/works­ta­tion-pro.html

O software de vir­tu­a­li­za­ção Works­ta­tion Pro da VMware é uma solução avançada voltada para pro­fis­si­o­nais de TI, de­sen­vol­ve­do­res e empresas. Este programa é capaz de vir­tu­a­li­zar a maioria dos sistemas ope­ra­ci­o­nais x86 em um desktop normal além de pos­si­bi­li­tar acessos remotos a ambientes vSphere distantes.

O Works­ta­tion Pro facilita cons­tru­ções, testes e apre­sen­ta­ções de softwares nos mais di­fe­ren­tes dis­po­si­ti­vos, pla­ta­for­mas e tipos de nuvem. A solução de vir­tu­a­li­za­ção também pos­si­bi­lita a con­fi­gu­ra­ção de redes virtuais e de outros recursos vir­tu­a­li­za­dos, além de oferecer suporte à execução de con­têi­ne­res OCI locais e de clusters Ku­ber­ne­tes com iso­la­mento de máquinas virtuais. Além de uma interface gráfica de usuário, esse programa também oferece o uti­li­tá­rio de linha de comando vctl, para a automação de fluxos de trabalho.

Recurso comum a outros programas de vir­tu­a­li­za­ção, o Works­ta­tion Pro também permite a criação de snapshots de máquinas virtuais, para res­tau­ra­ção posterior. Além disso, o software permite que um segundo desktop com con­fi­gu­ra­ções de pri­va­ci­dade e rede mais rigorosas seja operado. Entre as suas vantagens também está o seu suporte a tec­no­lo­gias 3D DirectX 11 e OpenGL 4.3 dentro de máquinas virtuais, o que o torna ideal para jogos e apli­ca­ções gráficas mais exigentes.

Apesar de suas amplas fun­ci­o­na­li­da­des, o preço desse software de vir­tu­a­li­za­ção não é muito acessível, custando cerca de US$ 250 (es­tu­dan­tes atuais e futuros de ins­ti­tui­ções de ensino superior, seus pais e fun­ci­o­ná­rios podem ter direito a descontos). Uma versão de teste grátis pode ser usada por 30 dias.

Oracle Vir­tu­al­Box

Imagem: Captura de tela do software de virtualização Virtualbox
O Oracle Vir­tu­al­Box é um software de vir­tu­a­li­za­ção gratuito e de código aberto. Fonte: https://www.vir­tu­al­box.org

O Vir­tu­al­Box da Oracle é um dos mais antigos softwares de vir­tu­a­li­za­ção do mercado. Ele pos­si­bi­lita a uti­li­za­ção des­com­pli­cada de máquinas virtuais por desktops do­més­ti­cos. Embora sua interface de usuário possa parecer um pouco datada, esta sempre foi elogiado por sua fa­ci­li­dade de uso e conforto. Além disso, esse programa é livre e de código aberto (FOSS), uma raridade entre os softwares de vir­tu­a­li­za­ção exis­ten­tes.

O Vir­tu­al­Box serve como base para a execução de máquinas virtuais em um sistema host, sendo fre­quen­te­mente usado em conjunto com outros softwares es­pe­ci­a­li­za­dos. Sua popular fer­ra­menta Vagrant au­to­ma­tiza a criação de ambientes de de­sen­vol­vi­mento re­pro­du­zí­veis, atuando como uma interface entre o software de vir­tu­a­li­za­ção (como Vir­tu­al­Box, VMware, Hyper-V e Docker) e o software de pro­vi­si­o­na­mento (como Puppet, Chef e Ansible).

Os melhores softwares de vir­tu­a­li­za­ção para Mac

A vir­tu­a­li­za­ção é o processo que permite a execução de um sistema ope­ra­ci­o­nal convidado em um sistema ope­ra­ci­o­nal host. Assim, torna-se possível iniciar uma dis­tri­bui­ção Linux em um desktop do Windows, bem como operar uma ins­ta­la­ção do Windows em um sistema ope­ra­ci­o­nal Linux. No entanto, com o Mac é diferente: o macOS, como sistema convidado, só pode ser executado (le­gal­mente) em um host também macOS.

VMware Fusion Pro

Imagem: Captura de tela do software de virtualização VMWare Fusion
VMware Fusion Pro, poderoso software de vir­tu­a­li­za­ção para Mac. Fonte: https://www.vmware.com/products/fusion.html

No Mac, o Fusion Pro da VMware equivale ao Works­ta­tion Pro para Windows. Ele ficou famoso ao pos­si­bi­li­tar a execução do sistema ope­ra­ci­o­nal Windows em um Mac, feito até então im­pos­sí­vel, nos idos de 2007. Atu­al­mente, esse software de vir­tu­a­li­za­ção oferece muitos outros recursos in­te­res­san­tes.

Com o Fusion Pro, você se torna capaz de executar máquinas virtuais com o macOS, o Windows ou o Linux como sistema ope­ra­ci­o­nail. Além disso, o programa inclui fun­ci­o­na­li­da­des para a criação, o ge­ren­ci­a­mento e a execução de con­têi­ne­res OCI e de clusters Ku­ber­ne­tes. Ele também se destaca por sua alta segurança e por seu iso­la­mento de máquinas virtuais, que permite a execução de uma pilha de nuvem completa por um único Mac, se para fins de teste.

Parallels Desktop for Mac

Imagem: Captura de tela do software de virtualização Parallels
Parallels Desktop, o clássico software de vir­tu­a­li­za­ção para Mac. Fonte: https://www.parallels.com/products/desktop

Além do VMware Fusion, o Parallels Desktop é outro clássico software de vir­tu­a­li­za­ção para Mac. Com ele, de­sen­vol­ve­do­res e usuários conseguem trabalhar com vários sistemas ope­ra­ci­o­nais no Mac sem precisar con­fi­gu­rar um dual boot, o que evitará a ne­ces­si­dade de rei­ni­ci­a­li­za­ções.

O Parallels Desktop é conhecido por pos­si­bi­li­tar que um ambiente de desktop Windows seja executado “pa­ra­le­la­mente” ao macOS. Ou seja, o programa permite que um Mac e um Windows funcionem e com­par­ti­lhem conteúdos con­ti­nu­a­mente. O modo Coherence, por exemplo, pos­si­bi­lita a uti­li­za­ção de apli­ca­ti­vos do Windows como se fossem nativos do Mac.

Oracle Vir­tu­al­Box

Como já men­ci­o­nado, o Vir­tu­al­Box também funciona no macOS, mas com li­mi­ta­ções. Como sistema ope­ra­ci­o­nal convidado, ele suporta a uti­li­za­ção apenas dos Mac OS X Server Leopard e Snow Leopard. Por isso, in­fe­liz­mente o Vir­tu­al­Box só é com­pa­tí­vel com o macOS 10.15 Catalina e versões an­te­ri­o­res. Macs modernos não são su­por­ta­dos por este software de vir­tu­a­li­za­ção, já que ele requer um hardware x86, não com­pa­tí­vel com os novos chips baseados em ARM da Apple.

Os melhores softwares de vir­tu­a­li­za­ção para Linux

O Linux é o berço da tec­no­lo­gia de vir­tu­a­li­za­ção, já possuindo com­po­nen­tes fun­da­men­tais in­cor­po­ra­dos ao seu kernel. Assim, esse sistema ope­ra­ci­o­nal livre é o que possui mais opções de softwares de vir­tu­a­li­za­ção. Além de diversas soluções gratuitas, programas co­mer­ci­ais também podem ser en­con­tra­dos com fa­ci­li­dade.

KVM

Imagem: Captura de tela do software de virtualização KVM
KVM é o software de vir­tu­a­li­za­ção integrado ao kernel do Linux. Fonte: https://www.linux-kvm.org

O KVM (Kernel-based Virtual Machine) é o software de vir­tu­a­li­za­ção integrado ao kernel do Linux. Com o KVM, o kernel passa a agir como um hi­per­vi­sor, exe­cu­tando máquinas virtuais Linux e Windows. Além de hardwares x86, ele suporta pro­ces­sa­do­res PowerPC e alguns ARM, uti­li­zando as tec­no­lo­gias Intel VT-x e AMD-V, quando dis­po­ní­veis, para melhorar o de­sem­pe­nho das máquinas virtuais em nível do pro­ces­sa­dor.

Com o KVM, você consegue executar várias máquinas virtuais em um único host Linux, cada qual com seu próprio hardware vir­tu­a­li­zado, que inclui núcleos de pro­ces­sa­dor e memória RAM, além de adap­ta­do­res de rede e gráficos, e grandes ca­pa­ci­da­des de ar­ma­ze­na­mento. Imagens Linux e Windows não mo­di­fi­ca­das são usadas para con­fi­gu­rar máquinas virtuais neste software de vir­tu­a­li­za­ção.

Muitos softwares de vir­tu­a­li­za­ção do universo Linux são baseados no KVM e alguns oferecem boas in­ter­fa­ces de usuário para o ge­ren­ci­a­mento de máquinas virtuais. Para desktop, o Virtual Machine Manager pode ser uma boa escolha. Você também consegue acessar o KVM e as res­pec­ti­vas máquinas virtuais hos­pe­da­das pelo seu navegador, com o Kimchi ou o Foreman. Di­fe­ren­tes in­ter­fa­ces de linha de comando também podem ser usadas para au­to­ma­ti­zar fluxos de trabalho. No back­ground, elas são ad­mi­nis­tra­das pela API libvirt.

QEMU

Imagem: Captura de tela do software de virtualização QEMU
QEMU é um software de vir­tu­a­li­za­ção so­fis­ti­cado. Fonte: https://www.qemu.org

O QUEMU (Quick Emulator) é um so­fis­ti­cado software de vir­tu­a­li­za­ção, capaz de realizar vir­tu­a­li­za­ções completas de hardware x86 e emulações de outras ar­qui­te­tu­ras de pro­ces­sa­do­res. Ele executa arquivos binários pro­je­ta­dos para pro­ces­sa­do­res que não estão fi­si­ca­mente presentes no sistema, e até traduz programas para execuções in­di­vi­du­ais, em tempo real.

Por padrão, o QEMU vem integrado a outros programas vir­tu­a­li­za­ção, sendo possível utilizá-lo com os hi­per­vi­so­res Vir­tu­al­Box, KVM e Xen, por exemplo. Ao fazer uso de “ace­le­ra­do­res” baseados em hardware, o QEMU é capaz de atingir um de­sem­pe­nho quase nativo ao executar máquinas virtuais. Ainda, o software é gratuito e dis­po­ni­bi­li­zado sob uma licença de código aberto.

OpenVZ

Imagem: Captura de tela do software de virtualização OpenVZ
OpenVZ, mais um software de vir­tu­a­li­za­ção para Linux. Fonte: https://openvz.org

O OpenVZ oferece a usuários Linux uma in­te­res­sante al­ter­na­tiva de software de vir­tu­a­li­za­ção. Derivado do software comercial Virtuozzo, esse projeto de código aberto passou a ser o produto mais popular da empresa.

O que distingue o OpenVZ dos demais é a ausência de hi­per­vi­sor. Nele, processos de vir­tu­a­li­za­ção ocorrem em nível do sistema ope­ra­ci­o­nal, por meio de con­têi­ne­res. No entanto, estes não são con­têi­ne­res de apli­ca­ções, como os do Docker. O OpenVZ vir­tu­a­liza múltiplos sistemas ope­ra­ci­o­nais isolados uns dos outros, mas baseados em um único kernel Linux es­pe­ci­al­mente mo­di­fi­cado. Assim, ele se tornou par­ti­cu­lar­mente útil na con­so­li­da­ção de recursos de servidor.

VMware Works­ta­tion Pro

O já men­ci­o­nado VMware Works­ta­tion Pro também é dis­po­ni­bi­li­zado para Linux, e oferece fun­ci­o­na­li­da­des com­pa­rá­veis às da versão para Windows. No entanto, esse software de vir­tu­a­li­za­ção apresenta par­ti­cu­la­ri­da­des na versão para Linux. Em vez do DirectX exclusivo para Windows, a versão para Linux suporta a engine de ren­de­ri­za­ção Vulkan. Uma ampla gama de dis­tri­bui­ções Linux e Unix é suportada como sistema ope­ra­ci­o­nal convidado, incluindo o Ubuntu, o CentOS, o Debian, o Fedora, o RHEL e o SUSE.

Oracle Vir­tu­al­Box

O Vir­tu­al­Box é o único software de vir­tu­a­li­za­ção apre­sen­tado capaz de rodar não apenas no Windows e no macOS (exceto nos Macs modernos), mas também no Linux. As fun­ci­o­na­li­da­des ofe­re­ci­das são se­me­lhan­tes às para o Windows.

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