Embedding em machine learning é utilizado para converter objetos mul­ti­di­men­si­o­nais em vetores, como imagens, textos, vídeos e áudios. Dessa forma, eles podem ser mais fa­cil­mente re­co­nhe­ci­dos e ca­te­go­ri­za­dos por modelos de apren­di­zado de máquina. Essa me­to­do­lo­gia já tem sido aplicada com grande sucesso em bancos de dados vetoriais, como no ChromaDB.

O que é embedding em machine learning?

Embedding em machine learning é uma técnica que os sistemas utilizam para re­pre­sen­tar objetos reais em formato ma­te­má­tico, tornando-os com­pre­en­sí­veis pela in­te­li­gên­cia ar­ti­fi­cial (IA). Esses em­bed­dings sim­pli­fi­cam a re­pre­sen­ta­ção dos objetos reais, pre­ser­vando suas ca­rac­te­rís­ti­cas e relações com outros elementos. O método é am­pla­mente utilizado para ensinar modelos de machine learning a encontrar objetos se­me­lhan­tes, como textos, imagens, áudios e vídeos. Os objetos são chamados de dados de alta di­men­si­o­na­li­dade, pois uma imagem pode conter milhares de valores de cor de pixel, por exemplo.

Os em­bed­dings em IA são, es­sen­ci­al­mente, vetores. Em ma­te­má­tica, vetores são conjuntos ordenados de números que re­pre­sen­tam posições em um espaço mul­ti­di­men­si­o­nal.

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A ideia central dos em­bed­dings em machine learning é que um algoritmo de busca em um banco de dados vetorial iden­ti­fi­que dois vetores que estejam próximos entre si. Quanto mais de­ta­lha­dos forem esses vetores, mais precisa será a cor­res­pon­dên­cia com elementos se­me­lhan­tes. Por isso, no embedding, busca-se converter o máximo possível de atributos em dimensões vetoriais para utilizá-los nas com­pa­ra­ções. Para isso, os modelos são treinados com grandes e di­ver­si­fi­ca­dos conjuntos de dados.

Quais são as apli­ca­ções do embedding em machine learning?

Os em­bed­dings são am­pla­mente usados em modelos de linguagem de grande escala (large language models: LLM), uti­li­za­dos por diversas fer­ra­men­tas de IA. Nesses modelos, o embedding não apenas re­pre­senta uma palavra, mas também o contexto dela. Isso permite que soluções como o ChatGPT analisem sequên­cias de palavras, frases ou textos completos. Algumas das prin­ci­pais apli­ca­ções do embedding em IA incluem:

  • Buscas e consultas de maior precisão: Em­bed­dings em IA ajudam a refinar buscas e consultas, tornando os re­sul­ta­dos mais precisos ao longo do tempo.
  • Con­tex­tu­a­li­za­ção: A com­ple­men­ta­ção dada por in­for­ma­ções con­tex­tu­ais melhora a qualidade das respostas geradas por IA.
  • Per­so­na­li­za­ção: Grandes modelos de linguagem podem ser ajustados e per­so­na­li­za­dos com em­bed­dings para atender a domínios es­pe­cí­fi­cos.
  • In­te­gra­ção de dados externos: Em­bed­dings permitem combinar in­for­ma­ções de di­fe­ren­tes fontes, tornando os conjuntos de dados mais completos e he­te­ro­gê­neos.

Como funciona o embedding em IA? (Exemplo: ChromaDB)

Para armazenar e consultar em­bed­dings de forma eficiente, um banco de dados vetorial é a solução ideal. Esses bancos de dados não apenas armazenam os dados de maneira otimizada, mas também permitem consultas baseadas na si­mi­la­ri­dade entre os elementos. Um dos bancos de dados vetoriais de código aberto mais populares é o ChromaDB, que armazena em­bed­dings jun­ta­mente com metadados para facilitar a busca e a reu­ti­li­za­ção por modelos de linguagem. O fun­ci­o­na­mento dos em­bed­dings pode ser com­pre­en­dido por estes três passos:

Passo 1: Criar uma nova coleção

Pri­mei­ra­mente, é criada uma coleção que é se­me­lhante a uma tabela em um banco de dados re­la­ci­o­nal. Depois, os dados são con­ver­ti­dos em em­bed­dings. O padrão do ChromaDB para em­bed­dings é o modelo all-MiniLM-L6-v2, mas essa con­fi­gu­ra­ção pode ser alterada conforme a ne­ces­si­dade. Se você tiver ne­ces­si­dade de um modelo mais es­pe­ci­a­li­zado, opte por uma das al­ter­na­ti­vas, que pos­si­bi­li­tam o pro­ces­sa­mento otimizado de textos técnicos e imagens, por exemplo. Essa fle­xi­bi­li­dade torna o ChromaDB altamente versátil.

Passo 2: Adicionar novos do­cu­men­tos

Depois, é possível adicionar do­cu­men­tos de texto com metadados e um iden­ti­fi­ca­dor único à coleção. O ChromaDB converte au­to­ma­ti­ca­mente textos em em­bed­dings. Os metadados ajudam a refinar futuras consultas, per­mi­tindo filtros por ca­te­go­rias ou in­ter­va­los de tempo. Essa estrutura facilita a or­ga­ni­za­ção de grandes volumes de dados e melhora a efi­ci­ên­cia na re­cu­pe­ra­ção de in­for­ma­ções re­le­van­tes.

Passo 3: Consultar do­cu­men­tos

Por fim, é possível realizar consultas no ChromaDB uti­li­zando textos ou em­bed­dings. Os re­sul­ta­dos re­tor­na­dos são or­ga­ni­za­dos por si­mi­la­ri­dade, ga­ran­tindo que os mais re­le­van­tes apareçam primeiro. A consulta pode ser refinada por meio de limites de si­mi­la­ri­dade e aplicação de filtros para aumentar a precisão dos re­sul­ta­dos.

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