Server side tracking, que pode ser traduzido como ras­tre­a­mento no lado do servidor, é um método de coleta de dados do marketing digital, que não processa dados no navegador dos vi­si­tan­tes, mas sim no servidor de hos­pe­da­gem do site, o que pode ser vantajoso.

Qual é o objetivo do server side tracking?

Até pouco tempo, pixels de ras­tre­a­mento e cookies de terceiros eram su­fi­ci­en­tes para rastrear vi­si­tan­tes em um site. Entender o com­por­ta­mento destas pessoas é im­por­tante para o marketing digital, uma vez que dados coletados pos­si­bi­li­tam o di­re­ci­o­na­mento de anúncios per­so­na­li­za­dos. Blo­que­a­do­res de anúncios (ad blockers), políticas de cookies e re­gu­la­men­ta­ções sobre a pri­va­ci­dade na internet que di­mi­nui­ram o poder dos cookies de terceiros, contudo, obrigam empresas a buscarem por técnicas de coleta de dados al­ter­na­ti­vas. Essas devem fornecer in­for­ma­ções igual­mente con­fiá­veis, não violar direitos e não ser blo­que­a­das por con­fi­gu­ra­ções de navegador.

Como técnica al­ter­na­tiva, o server side tracking pode ser usado para rastrear e analisar di­fe­ren­tes tipos de in­te­ra­ções de vi­si­tan­tes em um site: cliques, vi­su­a­li­za­ções de páginas, pre­en­chi­mento e envio de for­mu­lá­rios, tran­sa­ções e outras ações. Por ser executado no lado do servidor, o server side tracking independe de cookies, o que faz com que cookies primários possam ser usados para ras­tre­a­mento, coleta e ar­ma­ze­na­mento de in­for­ma­ções pessoais.

Em suma, ao re­a­li­za­rem server side tracking, ope­ra­do­res de sites conseguem coletar dados pessoais sobre o com­por­ta­mento de seus vi­si­tan­tes, de forma precisa e confiável, uma vez que o pro­ces­sa­mento desses dados ocorre di­re­ta­mente no servidor, elemento menos sus­ce­tí­vel a ad blockers e similares. Uma vez ana­li­sa­dos, os dados coletados são uti­li­za­dos es­tra­te­gi­ca­mente pelo marketing digital, para otimizar tanto o site quanto a ex­pe­ri­ên­cia do usuário.

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Quais são as vantagens do server side tracking?

Ras­tre­a­men­tos de dados con­ven­ci­o­nais, que ocorrem no lado do cliente, não oferecem as seguintes vantagens, que podem ser obtidas por ras­tre­a­men­tos no lado do servidor:

  1. Respeito à pri­va­ci­dade dos dados: Ao processar dados de usuários no seu próprio servidor, você se certifica de não estar violando a pri­va­ci­dade de dados nas análises web, nem a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
  2. Maior segurança: Pro­ces­sa­men­tos de dados exe­cu­ta­dos no servidor são menos sus­ce­tí­veis a falhas de segurança, como a va­za­men­tos de dados e a ataques cross-site scripting. Em server side trackings, in­for­ma­ções con­fi­den­ci­ais deixam de ser pro­ces­sa­das no navegador do visitante, o que evita que os dados coletados sejam uti­li­za­dos in­de­vi­da­mente.
  3. Coleta de dados primários moderna: O método de server side tracking é voltado para o futuro, já que permite que empresas coletem e façam uso de dados de forma direta, sem depender dos polêmicos e datados cookies de terceiros.
  4. Ras­tre­a­mento sem cookies: O server side tracking realiza ras­tre­a­men­tos al­ter­na­ti­vos, que in­de­pen­dem do ar­ma­ze­na­mento de cookies para coletar e analisar dados de com­por­ta­mento de usuários, e criar ex­pe­ri­ên­cias per­so­na­li­za­das.
  5. Dados de melhor qualidade: Ras­tre­a­men­tos no lado do servidor são capazes de gerar dados mais precisos e con­fiá­veis. É que dados pro­ces­sa­dos no servidor (e não no navegador) são menos sus­ce­tí­veis a blo­que­a­do­res de anúncios, que também barram ras­tre­a­men­tos.
  6. Dados en­ri­que­ci­dos: O server side tracking coleta in­for­ma­ções adi­ci­o­nais sobre vi­si­tan­tes, que não são obtidas por outros métodos de ras­tre­a­mento. Essas in­for­ma­ções adi­ci­o­nais podem ser com­bi­na­das a dados provindos de outras fontes, per­mi­tindo que empresas conheçam mais a fundo seus públicos-alvo e criem ex­pe­ri­ên­cias ainda mais per­so­na­li­za­das.
  7. Es­ca­la­bi­li­dade: Ras­tre­a­men­tos no lado do servidor pos­si­bi­li­tam o pro­ces­sa­mento de dados em grande escala, assim como o di­men­si­o­na­mento do tráfego de um site. Isso quer dizer que até mesmo sites com grandes volumes de acesso conseguem rastrear seus vi­si­tan­tes.
  8. Fle­xi­bi­li­dade: Ao pos­si­bi­li­tar a im­ple­men­ta­ção de lógicas de ras­tre­a­mento per­so­na­li­za­das e suportar in­te­gra­ção a pla­ta­for­mas de análise, o server side tracking prova-se ex­tre­ma­mente flexível. Ele permite que ope­ra­do­res de sites adaptem suas ne­ces­si­da­des e de­sen­vol­vam soluções per­so­na­li­za­das de ras­tre­a­mento.

Como o server side tracking funciona?

Em contraste com técnicas de ras­tre­a­mento tra­di­ci­o­nais, que ocorrem no lado do cliente e, portanto, no navegador do visitante, o server side tracking processa dados no servidor de hos­pe­da­gem do site. Para que isso seja possível, um código em Ja­vaS­cript deve ser instalado no site no qual a coleta deve ocorrer. Somente assim ele enviará os dados re­que­ri­dos ao servidor de hos­pe­da­gem. Lá, esses dados são pro­ces­sa­dos (em con­for­mi­dade com as re­gu­la­men­ta­ções vigentes) antes de serem en­ca­mi­nha­dos a fer­ra­men­tas de terceiros, como ao Google Analytics.

Assim se dá um processo de ras­tre­a­mento no lado do servidor, combinado ao res­pec­tivo código Ja­vaS­cript im­ple­men­tado no lado do cliente:

  • Dados coletados no lado do cliente: Assim que um visitante acessa um site com server side tracking, o script de ras­tre­a­mento em Ja­vaS­cript é carregado e executado pelo navegador, para registrar as in­te­ra­ções do usuário com o site (cliques, vi­su­a­li­za­ções de páginas, entradas em for­mu­lá­rios etc.).
  • Dados trans­mi­ti­dos ao servidor: Os dados coletados pelo script em Ja­vaS­cript são enviados ao servidor de hos­pe­da­gem do site, em tempo real ou em in­ter­va­los regulares. As trans­fe­rên­cias são feitas, na maioria das vezes, por HTTP, AJAX ou por outros métodos de trans­mis­são de dados.
  • Dados pro­ces­sa­dos no lado do servidor: Uma vez recebidos, os dados coletados são ana­li­sa­dos e pro­ces­sa­dos no servidor. Esse pro­ces­sa­mento ge­ral­mente envolve a extração de in­for­ma­ções re­le­van­tes do conjunto de dados, como do endereço IP e da hora da ação.
  • Dados agrupados e ar­ma­ze­na­dos: Pro­ces­sa­dos, os dados re­le­van­tes são ar­ma­ze­na­dos em um banco de dados ou enviados a uma fer­ra­menta de análise, para serem uti­li­za­dos para fins de análise e para a ela­bo­ra­ção de re­la­tó­rios.
  • Dados en­ca­mi­nha­dos a fer­ra­men­tas de análise: Como men­ci­o­nado acima, dados pro­ces­sa­dos podem ser en­ca­mi­nha­dos a fer­ra­men­tas de análise ou a bancos de dados para passarem por análises adi­ci­o­nais ou serem uti­li­za­dos por outros sistemas.
Imagem: Gráfico: Server side tracking na coleta de dados
O gráfico mostra como dados de usuários podem ser ras­tre­a­dos e tra­ba­lha­dos no lado do servidor. A técnica promete obter in­for­ma­ções mais precisas e com mais segurança
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