Rein­for­ce­ment learning (traduzido como “apren­di­zado por reforço”) é um subcampo do apren­di­zado de máquina no qual um agente aprende, por meio de re­com­pen­sas e punições, a tomar decisões ideais em um ambiente. Para isso, ele testa di­fe­ren­tes ações e melhora seu com­por­ta­mento passo a passo, a fim de alcançar, no longo prazo, o maior benefício possível.

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O que é rein­for­ce­ment learning?

Rein­for­ce­ment learning (traduzido como “apren­di­zado por reforço”) descreve um método na área de machine learning. Além de su­per­vi­sed learning e un­su­per­vi­sed learning, o rein­for­ce­ment learning é a terceira forma de treinar al­go­rit­mos e agentes para que possam tomar decisões de maneira autônoma. O foco está no de­sen­vol­vi­mento de soluções in­te­li­gen­tes para problemas complexos de controle.

Nessa abordagem de machine learning, di­fe­ren­te­mente do su­per­vi­sed e do un­su­per­vi­sed learning, não são ne­ces­sá­rios dados para con­di­ci­o­na­mento. Em vez disso, os dados são gerados durante o trei­na­mento por meio de um processo de tentativa e erro (trial and error) e, ao mesmo tempo, recebem um rótulo (label). Nesse processo, o programa passa por inúmeras rodadas de trei­na­mento em um ambiente de simulação para entregar um resultado preciso. Ou seja, são definidos apenas estímulos que apoiam o sistema.

O resultado desejado desse trei­na­mento é que a in­te­li­gên­cia ar­ti­fi­cial, sem co­nhe­ci­mento prévio humano, seja capaz de resolver, de forma autônoma, problemas de controle muito complexos. Em com­pa­ra­ção com a en­ge­nha­ria con­ven­ci­o­nal, isso é mais rápido, mais eficiente e, no cenário ideal, também entrega o resultado ideal.

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Como funciona o rein­for­ce­ment learning?

O rein­for­ce­ment learning descreve diversas me­to­do­lo­gias in­di­vi­du­ais nas quais um algoritmo ou agente de software aprende es­tra­té­gias de forma autônoma. O objetivo é maximizar re­com­pen­sas em um ambiente de simulação. O com­pu­ta­dor executa uma ação e, em seguida, recebe um feedback. Nesse processo, o agente de software não recebe pre­vi­a­mente nenhuma in­for­ma­ção sobre quais ações são mais pro­mis­so­ras e precisa definir sua abordagem por conta própria, por tentativa e erro (trial and error).

Para otimizar o sucesso do processo, o com­pu­ta­dor recebe re­com­pen­sas em di­fe­ren­tes momentos, que in­flu­en­ciam suas es­tra­té­gias. Com esses eventos, o agente de software aprende a avaliar as con­sequên­cias de de­ter­mi­na­das ações dentro do ambiente de simulação.

Imagem: Diagrama sobre o funcionamento de reinforcement learning
As re­com­pen­sas são pro­ces­sa­das pelo algoritmo de rein­for­ce­ment learning e in­flu­en­ciam a policy do agente.

Para treinar um sistema de rein­for­ce­ment learning de forma eficaz, fre­quen­te­mente é utilizado o Q-learning. Nesse contexto, a função Q descreve a utilidade futura esperada de uma de­ter­mi­nada ação em um estado es­pe­cí­fico. O objetivo do apren­di­zado por reforço é de­sen­vol­ver uma es­tra­té­gia de com­por­ta­mento ideal com base nessas es­ti­ma­ti­vas.

Nota

Tra­di­ci­o­nal­mente, no Q-learning, a policy é re­pre­sen­tada em uma tabela Q, na qual estados e ações são listados ex­pli­ci­ta­mente, e cada com­bi­na­ção contém um valor para a re­com­pensa esperada. No entanto, esse método só é viável em ambientes muito sim­pli­fi­ca­dos. Em cenários modernos, com espaços de estados e ações grandes ou contínuos, a tabela Q é subs­ti­tuída por apro­xi­ma­ções de função. Nesses casos, ge­ral­mente são usadas redes neurais.

Onde e quando o rein­for­ce­ment learning é usado?

O rein­for­ce­ment learning é usado em muitas áreas di­fe­ren­tes nas quais máquinas ou sistemas precisam tomar decisões de forma autônoma e aprender com suas ex­pe­ri­ên­cias. O objetivo é sempre de­sen­vol­ver es­tra­té­gias melhores e otimizar processos por meio do apren­di­zado contínuo. As prin­ci­pais áreas de aplicação incluem, por exemplo:

  • Robótica: na área de robótica, o rein­for­ce­ment learning ajuda, por exemplo, robôs a aprender sequên­cias complexas de mo­vi­men­tos, como segurar, andar ou navegar. Em vez de programar cada movimento ma­nu­al­mente, os robôs aprendem por tentativa e erro como executar tarefas de forma eficiente. Assim, eles também conseguem se adaptar a novos ambientes ou situações.
  • De­sen­vol­vi­mento de jogos e trei­na­mento de IA: o rein­for­ce­ment learning ficou famoso por seus sucessos em jogos como xadrez, Go ou vi­de­o­ga­mes. Nesse contexto, in­te­li­gên­cias ar­ti­fi­ci­ais aprendem, por meio de milhões de si­mu­la­ções, a de­sen­vol­ver es­tra­té­gias ideais e até superar jogadoras e jogadores humanos.
  • Setor fi­nan­ceiro: no mundo das finanças, o rein­for­ce­ment learning é usado para otimizar es­tra­té­gias de ne­go­ci­a­ção ou gerenciar carteiras au­to­ma­ti­ca­mente. O algoritmo aprende a reagir a mudanças do mercado e a ponderar riscos e retornos. Assim, pode tomar melhores decisões de in­ves­ti­mento no longo prazo.
  • Controle de sistemas complexos: outro exemplo de apren­di­zado por reforço é o controle de sistemas so­fis­ti­ca­dos, como sistemas de tráfego in­te­li­gen­tes. Assim, ele oferece soluções in­te­li­gen­tes na su­per­vi­são da qualidade. Além disso, o apren­di­zado por reforço é utilizado em redes elétricas in­te­li­gen­tes, na oti­mi­za­ção de cadeias de su­pri­men­tos em diversas empresas de logística ou na automação de fábricas.
  • Medicina e oti­mi­za­ção de energia: na medicina, o rein­for­ce­ment learning apoia tra­ta­men­tos per­so­na­li­za­dos ao sugerir planos te­ra­pêu­ti­cos ideais. No setor de energia, ele ajuda a controlar de forma dinâmica o consumo e a dis­tri­bui­ção de energia para eco­no­mi­zar recursos e reduzir custos.
Dica

Para sim­pli­fi­car a criação de novos al­go­rit­mos de rein­for­ce­ment learning, existem diversas bi­bli­o­te­cas. Assim, a DeepMind, empresa es­pe­ci­a­li­zada em in­te­li­gên­cia ar­ti­fi­cial, publicou, com o Acme, uma bi­bli­o­teca es­pe­cí­fica para a linguagem de pro­gra­ma­ção Python. A bi­bli­o­teca Stable-Baselines3 também já inclui muitas im­ple­men­ta­ções prontas de al­go­rit­mos populares.

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