GPU em cloud vs. GPU on-premise: comparação dos modelos
GPUs em cloud e GPUs on-premise são duas formas de oferecer capacidade de processamento para tarefas gráficas pesadas ou de IA/ML. No modelo on-premise, a própria empresa opera o hardware. Já no modelo em cloud, essa capacidade é alugada quando necessário, direto da cloud.
O que é uma GPU em cloud
Uma GPU em cloud é uma instância de GPU virtual ou física fornecida por um provedor de cloud, como AWS ou Google Cloud. Os usuários alugam capacidade de processamento pela internet e pagam só pelo tempo em que realmente usam a GPU. O acesso costuma ser feito por meio de uma interface web, de uma API ou de ferramentas de linha de comando. Isso facilita a integração das GPUs em cloud aos workflows que você já usa.
O que é uma GPU on-premise
Uma GPU on-premise é uma placa gráfica que roda no próprio data center ou na infraestrutura de TI da empresa. O hardware é da empresa e a equipe de TI tem controle completo sobre instalação, configuração e manutenção. Mas isso exige recursos extras para operação, como servidores, refrigeração, energia e conectividade de rede.
GPUs em cloud vs. GPUs on-premise
| Aspecto | GPU em cloud | GPU on-premise |
|---|---|---|
| Custos | Baixos custos iniciais, modelo de pagamento por uso | Alto investimento inicial, mais econômico a longo prazo com carga contínua |
| Escalabilidade | Ajuste imediato, disponível globalmente | Expansão mais trabalhosa, limitada pela infraestrutura |
| Desempenho | Hardware moderno, mas latência possivelmente mais alta | Baixa latência, desempenho constante |
| Segurança | Provedor cuida da infraestrutura, mas é preciso confiar em controles externos | Controle total dos dados e das políticas de segurança |
| Manutenção | Sem esforço interno, o provedor assume a operação | Alto custo de manutenção e pessoal, mas controle total |
O encontro do hardware com a nuvem: servidor dedicado com nuvem integrada e cobrança por minuto, incluindo assistente pessoal!
- Dedicated enterprise hardware
- Configurable hardware equipment
- ISO-certified data centers
GPU em cloud vs. GPU on-premise: vantagens e desvantagens
As duas abordagens têm seus pontos fortes e fracos. A escolha depende muito das necessidades do projeto: com que frequência a GPU vai ser usada? Quão importantes são segurança, controle e escalabilidade?
Custos
As GPUs em cloud oferecem baixos custos iniciais porque você não precisa comprar hardware caro e a cobrança é baseada no uso. Para projetos de curto prazo ou com demanda variável, isso é ideal, porque você só paga pelo que realmente precisa. Mas os custos recorrentes podem ficar altos em caso de uso contínuo, principalmente por causa das taxas de transferência de dados e de armazenamento.
No modelo on-premise, o investimento inicial é maior, já que tanto o hardware quanto a infraestrutura precisam ser comprados pela empresa. Com uso frequente, esses custos acabam se amortizando com o tempo. No longo prazo, operar tudo internamente pode sair mais em conta, mas existe o risco de obsolescência tecnológica à medida que novas gerações de GPUs chegam ao mercado.
Escalabilidade e flexibilidade
As GPUs em cloud oferecem flexibilidade máxima porque novas instâncias podem ser iniciadas em segundos e desligadas quando não forem mais necessárias. As empresas se beneficiam da possibilidade de distribuir recursos de GPU pelo mundo e reagir rapidamente a picos de carga. Essa flexibilidade é especialmente interessante para startups, pequenas empresas e equipes de pesquisa que não têm uma carga de processamento alta o tempo todo.
Com GPUs on-premise, escalar é muito mais trabalhoso porque é preciso comprar, instalar e integrar novo hardware ao sistema existente, o que leva tempo e exige espaço e energia. Por outro lado, o modelo on-premise permite configurar o ambiente de forma personalizada e otimizar o sistema para casos de uso específicos.
Desempenho e latência
No modelo em cloud, o desempenho depende principalmente da instância escolhida, da carga da rede e da distância até o data center. Para aplicações que ligam com grandes volumes de dados ou são sensíveis à latência, isso pode ser um problema porque cada requisição de dados precisa passar pela Internet. Por outro lado, os provedores de nuvem oferecem acesso às gerações mais recentes de GPUs, com alta capacidade de processamento.
Já as GPUs on-premise operam com latência mínima: os dados ficam na rede interna, e o processamento acontece diretamente no local, sem depender da largura de banda disponível. Isso garante um desempenho constante e é ideal para aplicações em tempo real, como renderização 3D ou simulações complexas.
Segurança e conformidade
Com GPUs em cloud, a infraestrutura física fica sob responsabilidade do provedor. Isso garante um nível alto de segurança, mas também cria dependência. As empresas precisam confiar que o provedor vai manter seus dados seguros e cumprir os requisitos da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). Em setores muito regulados, como a área de saúde, isso pode ser um problema se dados sensíveis não puderem ficar fora da própria rede.
As GPUs on-premise oferecem controle total porque os dados ficam armazenados localmente, e as estratégias de acesso, criptografia e backup podem ser geridas internamente, sem depender de terceiros. Mas isso também significa mais responsabilidade, já que atualizações de segurança, monitoramento e conformidade ficam por conta da empresa.
Manutenção e operação
As GPUs em cloud aliviam bastante a carga da equipe interna, porque o provedor cuida da manutenção do hardware, da refrigeração, da energia e das atualizações de sistema. Isso economiza tempo e equipe, mas deixa menos espaço para ajustar a base técnica como você quer. Além disso, a qualidade do serviço do provedor de cloud é crucial, já que falhas ou problemas de rede podem gerar atrasos.
As GPUs on-premise exigem mais trabalho na operação diária, pois o hardware precisa ser monitorado, mantido e substituído quando necessário. Isso gera custos contínuos e exige pessoal especializado, mas ao mesmo tempo garante controle máximo sobre o ambiente e as atualizações.
Quando usar GPUs em cloud
As GPUs em cloud são especialmente úteis para empresas e desenvolvedores que precisam de capacidade computacional flexível e escalável, sem investir em hardware caro. Startups e pequenas e médias empresas se beneficiam do acesso rápido a recursos de GPU de alto desempenho para projetos de machine learning, deep learning ou renderização. Como a cobrança é baseada no uso, fica mais fácil prever os custos com precisão.
As equipes também podem acessar as mesmas instâncias em qualquer lugar do mundo, o que facilita a colaboração em ambientes de desenvolvimento distribuídos ou em projetos remotos. As GPUs em cloud também são ideais para testar e adotar novas tecnologias, já que os provedores renovam continuamente seu hardware e passam a oferecer as gerações mais recentes de GPUs. Assim, você se mantém sempre atualizado sem precisar investir em hardware por conta própria.
Quando usar GPUs on-premise
As GPUs on-premise são a melhor opção para organizações com carga de processamento alta todo o tempo ou com altos requisitos de privacidade e latência. Isso vale não só para grandes empresas, mas também para órgãos públicos que processam dados sensíveis com frequência. Quando você opera tudo internamente, mantém controle total sobre hardware, software e fluxos de dados, e pode ajustar as políticas de segurança às diretrizes da sua organização.
Aplicações em tempo real, como processamento de imagens médicas, análises financeiras ou automação industrial, se beneficiam da baixa latência e da estabilidade dos sistemas locais. Embora a operação de hardware próprio exija mais esforço organizacional e financeiro, no longo prazo essa abordagem pode valer a pena.

