O Transfer Learning, apren­di­zado por trans­fe­rên­cia em português, é uma abordagem em que um modelo pré-treinado é utilizado para uma nova tarefa re­la­ci­o­nada. Esse método economiza tempo e recursos, além de melhorar o de­sem­pe­nho dos modelos de Machine Learning. Existem di­fe­ren­tes es­tra­té­gias para ajustar modelos pré-treinados a uma nova tarefa.

O que é Transfer Learning?

Transfer Learning é uma técnica do campo do apren­di­zado de máquina, onde um modelo treinado é otimizado para uma nova tarefa similar. Em vez de treinar um novo modelo do zero para uma tarefa es­pe­cí­fica, aproveita-se o co­nhe­ci­mento já adquirido. Com ajustes mínimos, o modelo pré-treinado é adaptado às novas ca­rac­te­rís­ti­cas e pode ser utilizado em outra tarefa. O uso de um modelo existente economiza tempo e recursos, pois a quan­ti­dade de dados ne­ces­sá­ria para o trei­na­mento é muito menor. Esse método é, portanto, mais eficiente e eficaz.

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Como funciona o Transfer Learning?

No apren­di­zado por trans­fe­rên­cia, um modelo que já foi com­ple­ta­mente treinado para uma tarefa es­pe­cí­fica é aplicado a uma nova tarefa se­me­lhante. Isso funciona es­pe­ci­al­mente bem com dados não es­tru­tu­ra­dos, como imagens ou vídeos. Por exemplo, um modelo treinado para re­co­nhe­cer imagens de carros pode ser usado para iden­ti­fi­car caminhões, apro­vei­tando ca­rac­te­rís­ti­cas comuns entre os dois grupos, como rodas, portas e a forma geral.

Seleção do modelo treinado

Como ponto de partida, você precisa de um modelo treinado. Este modelo é treinado com um grande conjunto de dados e exemplos marcados. Ele aprende padrões e relações nos dados, per­mi­tindo que execute a tarefa proposta. No campo do Machine Learning, falamos em camadas in­ter­li­ga­das através das quais os cálculos podem ser feitos. Quanto mais camadas um modelo tem, mais complexos os padrões que ele pode detectar.

No Transfer Learning, você escolhe um modelo que já passou por essas etapas com sucesso. Vale a pena observar de perto a tarefa de origem do modelo existente. Quanto mais próxima ela for da nova tarefa, mais fácil será a adaptação.

Re­con­fi­gu­ra­ção e trei­na­mento do modelo

No segundo passo, você configura o modelo pré-treinado para a nova tarefa. Existem duas abor­da­gens prin­ci­pais para isso, e você pode escolher a que melhor se adequa ao seu caso.

Na primeira abordagem, a última camada do modelo de origem treinado é subs­ti­tuída. Essa camada é chamada de Output Layer (camada de saída). Ela faz a clas­si­fi­ca­ção final, ou seja, determina se um arquivo atende aos pa­râ­me­tros definidos ou não. No nosso exemplo, isso sig­ni­fi­ca­ria que a camada decide se a imagem apre­sen­tada é de um carro. Em muitos casos, você pode remover essa camada e substituí-la por uma nova, adaptada ao seu objetivo. No nosso exemplo, ela passaria a iden­ti­fi­car caminhões.

Al­ter­na­ti­va­mente, no apren­di­zado por trans­fe­rên­cia, é possível congelar os pa­râ­me­tros exis­ten­tes e, em vez disso, adicionar novas camadas. Essas camadas são pre­ci­sa­mente ajustadas para a nova tarefa e in­te­gra­das ao modelo. Depois disso, o modelo ajustado é treinado com um conjunto de dados muito menor, que contém os exemplos re­le­van­tes. O modelo reconhece padrões e relações, uti­li­zando os co­nhe­ci­men­tos já ad­qui­ri­dos durante o trei­na­mento anterior.

Ve­ri­fi­ca­ção do progresso

A última etapa deve ser realizada em todos os casos: apenas por meio de mo­ni­to­ra­mento cuidadoso e ajustes, quando ne­ces­sá­rio, no material de trei­na­mento e pos­si­vel­mente nas novas camadas, você con­se­guirá treinar a in­te­li­gên­cia ar­ti­fi­cial para a nova tarefa. Se os pa­râ­me­tros forem ajustados durante o trei­na­mento, isso aumentará a precisão da previsão, e o modelo aprenderá a cumprir os novos re­qui­si­tos.

Quais são as es­tra­té­gias de Transfer Learning?

Existem diversas es­tra­té­gias para o uso de Transfer Learning. A escolha da abordagem adequada depende prin­ci­pal­mente do objetivo da aplicação. Aqui estão algumas das abor­da­gens:

  • Extração de ca­rac­te­rís­ti­cas: Nesta abordagem, você usa o modelo treinado an­te­ri­or­mente como um fator fixo para ca­rac­te­rís­ti­cas básicas, como texturas. As novas camadas são usadas para re­co­nhe­cer ca­rac­te­rís­ti­cas es­pe­cí­fi­cas. Essa aplicação é útil quando as fontes e os destinos possuem grande so­bre­po­si­ção.
  • Apren­di­zado por trans­fe­rên­cia indutiva: Neste caso, os dados de origem e destino são idênticos, mas as tarefas as­so­ci­a­das a eles são di­fe­ren­tes. Assim, novas fun­ci­o­na­li­da­des podem ser treinadas mais ra­pi­da­mente.
  • Apren­di­zado por trans­fe­rên­cia trans­du­tiva: Nesta es­tra­té­gia, o co­nhe­ci­mento adquirido na tarefa de origem é trans­fe­rido di­re­ta­mente para casos es­pe­cí­fi­cos da nova tarefa, ajudando na clas­si­fi­ca­ção, por exemplo. Esse método é promissor quando as tarefas de origem e destino têm poucas se­me­lhan­ças.
  • Apren­di­zado por trans­fe­rên­cia não su­per­vi­si­o­nada: Aqui, as fontes e os destinos são se­me­lhan­tes, mas as tarefas são di­fe­ren­tes. Além disso, os dados não são rotulados. O modelo aprende as di­fe­ren­ças e se­me­lhan­ças dos dados não rotulados e consegue ge­ne­ra­lizá-los.
  • Mul­ti­ta­refa: Neste modelo, uma única rede realiza várias tarefas ao mesmo tempo, que não são idênticas, mas têm uma conexão entre si. Isso permite o com­par­ti­lha­mento de co­nhe­ci­men­tos.
  • Previsão: Nesta forma de Transfer Learning, o modelo deve preencher aspectos faltantes dos dados por conta própria. Por exemplo, palavras em uma sentença podem ser previstas. O ajuste fino do modelo pode melhorar os re­sul­ta­dos.
  • Zero-Shot e Few-Shot: Esta abordagem é usada no campo da IA ge­ne­ra­tiva, quando o co­nhe­ci­mento de uma fonte precisa ser trans­fe­rido para um objetivo, com poucas (Few-Shot) ou nenhuma (Zero-Shot) se­me­lhança entre as duas tarefas. Essa técnica é aplicada quando há poucos dados de trei­na­mento dis­po­ní­veis.
  • De­sa­gre­ga­ção: Neste método, os dados são divididos em di­fe­ren­tes fatores. O modelo pode, então, analisar e manipular, por exemplo, o estilo e o conteúdo de forma separada.

Quais são as áreas de aplicação do Transfer Learning?

Existem inúmeras áreas em que o apren­di­zado por trans­fe­rên­cia pode ser aplicado. O método economiza sig­ni­fi­ca­ti­va­mente em termos de custos, tempo e recursos, trazendo assim uma série de vantagens. Até o momento, os prin­ci­pais campos de aplicação incluem:

  • Re­co­nhe­ci­mento de imagens
  • Re­co­nhe­ci­mento de fala
  • Lo­ca­li­za­ção de objetos
  • Di­ag­nós­tico na saúde

No futuro, o Transfer Learning pro­va­vel­mente será utilizado em muitas outras áreas.

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