Uma GPU em cloud é uma placa de vídeo que não está instalada no seu com­pu­ta­dor, mas sim oferecida pela nuvem como um recurso vir­tu­a­li­zado. Assim, os usuários podem alugar GPUs potentes de forma flexível, sem precisar ter o hardware na própria in­fra­es­tru­tura.

O que é uma GPU em cloud?

Uma GPU em cloud faz parte de um serviço de cloud computing que oferece pro­ces­sa­do­res gráficos es­pe­ci­a­li­za­dos por meio da in­fra­es­tru­tura do provedor. Estas GPUs ficam ins­ta­la­das nos data centers dos pro­ve­do­res de nuvem e são ofe­re­ci­das a vários usuários por meio de vir­tu­a­li­za­ção ou con­tei­ne­ri­za­ção.

Ao contrário de ser­vi­do­res comuns, que dependem prin­ci­pal­mente da CPU, as GPUs são oti­mi­za­das para cálculos paralelos, o que as torna ideais para tarefas com alta demanda de pro­ces­sa­mento. GPUs em cloud podem ser alugadas em pla­ta­for­mas como AWS ou Google Cloud, ge­ral­mente no modelo pay per use, em que você paga apenas pelo que realmente usar.

De­pen­dendo do provedor, di­fe­ren­tes tipos de GPU estão dis­po­ní­veis, ofe­re­cendo alto de­sem­pe­nho para machine learning, si­mu­la­ções ci­en­tí­fi­cas e pro­ces­sa­mento de imagens ou vídeo. Em geral, o acesso é feito por meio de máquinas virtuais ou con­tai­ners, que você controla via APIs ou in­ter­fa­ces web. Assim, as GPUs em cloud podem ser in­te­gra­das com fle­xi­bi­li­dade aos workflows que você já usa.

GPUs em cloud: prin­ci­pais ca­rac­te­rís­ti­cas

As GPUs em cloud oferecem alta ca­pa­ci­dade de pro­ces­sa­mento, fle­xi­bi­li­dade e es­ca­la­bi­li­dade. Elas têm como função executar cálculos complexos em paralelo, o que permite processar grandes volumes de dados de forma muito mais eficiente. Entre as prin­ci­pais ca­rac­te­rís­ti­cas, vale destacar:

  • Alta ca­pa­ci­dade de pro­ces­sa­mento paralelo: as GPUs têm milhares de núcleos que executam tarefas ao mesmo tempo. Isso acelera bastante o trei­na­mento de modelos de apren­di­zado de máquina, workloads de IA e análises de dados em cenários de big data.
  • For­ne­ci­mento escalável de recursos: você pode aumentar ou reduzir a quan­ti­dade de GPUs em cloud quando você precisar. Assim dá para lidar com picos de carga sem ter de investir para manter hardware caro o tempo todo.
  • Vir­tu­a­li­za­ção e multi-tenancy: com a vir­tu­a­li­za­ção, vários usuários podem usar a mesma GPU física sem perder de­sem­pe­nho ou aumentar riscos de segurança. Este com­par­ti­lha­mento ajuda a apro­vei­tar muito melhor a in­fra­es­tru­tura.
  • In­te­gra­ção com outros sistemas e ecos­sis­te­mas de cloud: as GPUs em cloud funcionam muito bem com outros serviços da cloud, como ar­ma­ze­na­men­tos de dados, clusters de Ku­ber­ne­tes ou pla­ta­for­mas de IA deixando tudo mais fácil de integrar em seus workflows.
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Prin­ci­pais usos das GPUs em cloud

As GPUs em cloud entram em cena sempre que é preciso processar grandes volumes de dados ou treinar modelos complexos. Elas oferecem poder de pro­ces­sa­mento sob demanda e, com isso, tornam muito mais fácil começar projetos que antes exigiam in­ves­ti­men­tos altos em hardware.

In­te­li­gên­cia ar­ti­fi­cial e machine learning

Em projetos de IA, as GPUs são usadas para treinar e otimizar redes neurais. Como esses processos exigem bastante pro­ces­sa­mento, os de­sen­vol­ve­do­res apro­vei­tam muito bem a ca­pa­ci­dade de pa­ra­le­li­za­ção das GPUs em cloud. Além disso, escalar e testar modelos na cloud fica muito mais rápido, o que reduz bastante o tempo de de­sen­vol­vi­mento.

Ren­de­ri­za­ção 3D e vi­su­a­li­za­ção

Na área de mídia e design, as GPUs em cloud permitem ren­de­ri­zar em tempo real cenas 3D complexas e vídeos em alta resolução. As equipes podem trabalhar juntas nos mesmos projetos usando GPUs modernas na cloud, sem precisar de estações de trabalho potentes. Isso diminui os custos com hardware e facilita bastante a co­la­bo­ra­ção entre times que estão em di­fe­ren­tes lugares.

Si­mu­la­ções ci­en­tí­fi­cas

Ins­ti­tu­tos de pesquisa usam GPUs em cloud para si­mu­la­ções numéricas, dinâmica molecular e modelos cli­má­ti­cos. Essas apli­ca­ções lidam com grandes volumes de dados e precisam de muito poder de pro­ces­sa­mento, algo que a cloud fornece com bastante fle­xi­bi­li­dade. Além disso, fica fácil do­cu­men­tar e repetir ex­pe­ri­men­tos, além de escalar os recursos à medida que o projeto cresce.

Gaming e in­fra­es­tru­tura de desktop virtual (VDI)

GPUs em cloud também são usadas em pla­ta­for­mas de jogos na cloud e em desktops virtuais, o que as torna atraentes para quem usa esses serviços no dia a dia. Com isso, jogos e outros apli­ca­ti­vos gra­fi­ca­mente pesados podem rodar em pra­ti­ca­mente qualquer aparelho, já que todo o pro­ces­sa­mento acontece na cloud. Isso garante um ótimo de­sem­pe­nho mesmo em máquinas locais mais simples.

Vantagens e des­van­ta­gens das GPUs em cloud

Vantagens Des­van­ta­gens
Sem custos de aquisição de hardware Custos contínuos em operação per­ma­nente
Alta es­ca­la­bi­li­dade e fle­xi­bi­li­dade De­pen­dên­cia de uma boa conexão à internet
Acesso às gerações mais recentes de GPU Possível latência em apli­ca­ções em tempo real
Baixa ne­ces­si­dade de ma­nu­ten­ção própria Riscos re­la­ci­o­na­dos a proteção de dados e con­for­mi­dade
In­te­gra­ção fácil com fluxos de trabalho em cloud Controle limitado sobre o hardware físico

GPUs em cloud oferecem muitas vantagens, mas nem sempre são a melhor opção quando a ideia é equi­li­brar custo e ne­ces­si­da­des técnicas. Em uso contínuo, ou quando há muita coisa para processar, os custos podem subir ra­pi­da­mente, já que a cobrança costuma ser por hora ou por volume de uso.

Uma grande vantagem é ter acesso a hardware moderno sem precisar fazer altos in­ves­ti­men­tos iniciais. Empresas, startups e ins­ti­tui­ções de pesquisa podem usar GPUs potentes sem manter um data center próprio. Isso reduz bastante o trabalho de ma­nu­ten­ção e também os custos de energia. As GPUs em cloud também facilitam escalar rápido, per­mi­tindo aumentar ou reduzir os recursos de GPU em pouco tempo. Essa fle­xi­bi­li­dade faz muita diferença, prin­ci­pal­mente nas fases de de­sen­vol­vi­mento. As equipes também se be­ne­fi­ciam de trabalhar juntas à distância, já que todo o pro­ces­sa­mento de GPU é acessado pela internet. De­sen­vol­ve­do­res ou designers conseguem acessar os mesmos recursos de qualquer lugar do mundo.

Por outro lado, como tudo depende da conexão, é essencial ter uma rede estável e rápida. Com uma conexão ruim, o de­sem­pe­nho cai bastante, prin­ci­pal­mente em apli­ca­ções em tempo real, como jogos na nuvem. Além disso, podem surgir questões de pri­va­ci­dade e segurança quando dados sensíveis são pro­ces­sa­dos fora da in­fra­es­tru­tura local. Nesses casos, é im­por­tante seguir as regras de con­for­mi­dade e usar crip­to­gra­fia adequada.

Outra des­van­ta­gem está ligada à forma de cobrança. GPUs em cloud podem até parecer bem aces­sí­veis à primeira vista, mas em uso contínuo acabam ficando mais caras do que ter o hardware próprio. Por isso, vale fazer uma análise de custos bem cuidadosa, prin­ci­pal­mente em projetos que precisam de muito pro­ces­sa­mento o tempo todo.

Al­ter­na­ti­vas às GPUs em cloud

De­pen­dendo do caso de uso, outras opções além da GPU em cloud podem fazer mais sentido:

Uma delas é usar ser­vi­do­res GPU locais (on-premise) ou estações de trabalho dedicadas, ins­ta­la­dos e mantidos dentro da própria empresa. Quando com­pa­ra­mos GPU em cloud com. GPU on-premise, a segunda opção dá o máximo de controle sobre hardware, dados e segurança. Ela costuma valer mais a pena quando as cargas de pro­ces­sa­mento são fre­quen­tes e duram bastante tempo, como no trei­na­mento contínuo de modelos de IA. A des­van­ta­gem é que esse tipo de setup exige in­ves­ti­mento em hardware, re­fri­ge­ra­ção e ma­nu­ten­ção.

Uma outra al­ter­na­tiva é contratar ser­vi­do­res de GPU dedicados em pro­ve­do­res de hos­pe­da­gem. Nesse modelo, as GPUs físicas ficam re­ser­va­das apenas para um cliente, sem vir­tu­a­li­za­ção no meio. Isso junta o de­sem­pe­nho e o controle de uma máquina dedicada com a fle­xi­bi­li­dade de um serviço alugado. É uma boa opção para empresas que precisam de alta per­for­mance, mas não querem manter um servidor próprio.

Para projetos menores ou dis­tri­buí­dos, modelos de com­par­ti­lha­mento de GPU e soluções de edge computing também podem funcionar bem. Nesse caso, o pro­ces­sa­mento acontece mais perto do usuário ou da fonte dos dados, o que ajuda a reduzir a latência. Apli­ca­ções em tempo real, prin­ci­pal­mente, se be­ne­fi­ciam bastante disso. Exemplos comuns são sistemas de IoT e serviços de streaming.

Por fim, a abordagem híbrida vem ganhando cada vez mais espaço. Nela, as empresas combinam recursos próprios de GPU com ca­pa­ci­dade extra na nuvem para lidar com picos de carga ou mover workloads es­pe­cí­fi­cos com mais fle­xi­bi­li­dade.

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